Artigo Reflexão: Santo milagreiro ou demonstrador da misericórdia divina?

Por: Rev. Adi Éber Pereira Borges
“Ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era”. Marcos 1.34
Todos os dias alguém recebe uma notícia ruim; pessoas muito próximas de nós ou próximas de alguém que conhecemos; talvez você mesmo recebeu más notícias. Por isso, peço licença, com todo o respeito, carinho e solidariedade para abordar o assunto de hoje. Sei o quanto é difícil receber notícias que não nos agrada e nos faz sofrer. Mas talvez vou mexer um pouco nas expectativas que temos a respeito de alguma solução.

É muito provável que em nossos dias uma das piores notícias que recebemos é o diagnóstico de uma doença, principalmente se a cura for muito difícil ou quase impossível. Medicamentos muito caros, tratamentos de difícil acesso e o descaso do poder público potencializam o medo, a angústia e a tristeza.
Quando nos vemos nessa situação, a tendência é irmos em direção ao desânimo, ao abatimento de alma e coração, a desesperança e em muitos casos ao desespero; nos sentimos pequenos, incapazes, com as mãos atadas e presos numa situação terrível. Perfeitamente compreensível esses sentimentos, afinal de contas, somos limitados em conhecimentos e recursos.
Outra tendência quase unânime é corrermos e apelarmos para Deus ou à divindade em que acreditamos. Se o poder humano não resolve, Deus há de resolver, Ele é o Todo-Poderoso. O cristianismo, por meio dos evangelhos, nos apresenta Jesus curando e libertando as pessoas de seus males. Todos correm ou são levados até Ele para serem curados; Ele cura, mas não a todos. Há aqueles e aquelas que não serão curados, precisarão conviver com sua doença até o último dia. Mas como assim? Ele não é o Santo de Deus?
Sim, Ele é, mas isso não faz Dele um Santo milagreiro. Diferente da música “Faroeste Caboclo” de Renato Russo que diz “E o povo declarava que João de Santo Cristo era santo porque sabia morrer”, o fato de Jesus fazer milagres não fazia dele um Santo milagreiro. Ele era e é Santo por sua natureza divina; é Santo por si só. E isso, não o obriga a curar e fazer milagres.
Com toda convicção afirmamos e cremos no poder de Deus e na graça de Jesus Cristo. Ele é o nosso auxílio e socorro bem presente nas tribulações. Mas esse auxílio, muitas vezes, é a capacitação e força na administração dos problemas.

A ocupação principal de Jesus, principalmente em seu ministério público, foi demonstrar por palavras e ações o Reino de Deus e sua misericórdia na vida humana. Ele veio nos trazer salvação. O mais importante não é a cura de nossas doenças físicas, o ganho de dinheiro ou a resolução dos problemas desse mundo, mas a entrada no Reino do Céu e a vida eterna.
Sejamos, nós também, misericordiosos uns com os outros e muitos de nossos problemas desaparecerão.
Rev. Adi Éber Pereira Borges†
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