“Artigo Reflexão” Um tempo de deserto
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, […] Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o Diabo, até momento oportuno”. Lucas 4.1, 13
Por: Rev. Adi Éber Pereira Borges
Deserto… Seria muito melhor estar numa cidade, não muito grande, praiana com sua infraestrutura adequadamente pronta, debaixo de um guarda sol tomando um suco gelado e comendo um porção de peixe frito. Olhando o vai e vem das ondas, quem sabe um grande navio cargueiro lá longe no horizonte, estaria deslumbrado com toda a beleza e magnitude da criação divina e ouvindo o canto das gaivotas.

Deserto… Ainda que os recursos fossem mínimos, seria melhor estar num ambiente praiano onde a brisa é acolhida pelo rosto quente do calor do sol. Se está triste ou agitado o coração, há a possibilidade de pensar e refletir ao por do sol na caminhada à beira mar. Se está alegre e agradecido, levante-se logo cedinho, ao nascer de um novo dia, vá até o mar, molhe os pés nas águas salgadas e siga caminhando pela areia louvando e exaltando o Criador.
Deserto… Esse sim é desafiador, complexo e cheio de armadilhas. Não é ambiente para fixar-se, não é lugar para estar sozinho, apesar de que muitas vezes vamos nos sentir sozinhos lá, não é um bom contexto para se distrair. É lugar só de passagem, ainda que leve tempo, não se estabeleça, siga em frente, é provável que ele termine, nem que seja o término da vida nesse mundo, mas ele termina.
Deserto… É desafiador porque é ambíguo; durante o dia é extremamente quente, quase insuportável, não há o que se faça que alivie o sofrimento, água quase inexistente. Durante a noite é o frio que assola o corpo e alma fragilizada; parece que nada é capaz de aquecer e trazer um pouco de conforto, tudo frio, escuro e sem graça.
Deserto… É preciso abastecer-se todos os dias com a presença divina, pois, nunca se sabe quando o deserto se estabelecerá. Tudo parece estar bem, tudo caminha na tranquilidade da vida, quando, de repente e sem aviso prévio, o deserto se abre diante dos olhos, o mundo desaba, você se vê sozinho, as cores e os perfumes desaparecem, surgem tentações escabrosas, indecentes mas que parecem ser a solução.

Deserto… O divino e sagrado não guia ninguém ao deserto, não coloca ninguém lá, não é do seu feitio fazer-nos sofrer com situações apavorantes, mas somos nós e a própria vida com suas escolhas que nos levam até o deserto inóspito e com suas tentações. Mas Ele, a divindade, nos guia no deserto. Enquanto estamos lá sendo tentados e desprovidos das boas coisas e situações, e ainda que não sintamos, o Espírito Divino está lá nos fazendo companhia, nos fortalecendo e nos guiando.
Passado o tempo e o terreno desértico, aquilo que queria nos afastar da alegria e da vida vai embora.
Rev. Adi Éber Pereira Borges†





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