Artigo Reflexão: “Dar graças e cantar sim, desistir jamais”
“Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam que era o Senhor. Veio Jesus, tomou o pão, e lhes deu, e, de igual modo, o peixe”. João 21.12-13
Da redação Diego Alves
Inicio esta reflexão com as palavras orantes de Tomás de Kempis em a Imitação de Cristo: “Eis que venho a vós, Senhor, para aproveitar-me de vossa munificência, e deliciar-me neste sagrado banquete, que vós, Deus meu, preparastes, na vossa ternura, para o pobre. Em vós se acha tudo o que posso e devo desejar; vós sois minha esperança, fortaleza, honra e glória. Alegrai, pois, hoje, a alma de vosso servo, porque a vós, Senhor Jesus, levantei a minha alma”.
Segundo o relato joanino, já era a terceira vez que Jesus, após a sua ressurreição, havia aparecido aos discípulos, e se não me engano em todas elas havia um propósito e um meio pelo qual Jesus se dá a reconhecer. Jesus não queria que seus discípulos e discípulas vivessem na dúvida, atemorizados e sem um sentido para a missão, por isso, faz questão não só de se manifestar perante eles e elas, mas como de não deixar a menor sombra de dúvida que era Ele mesmo. Deus faz as coisas com propósitos.

Mas me parece que, nesse propósito específico de se fazer reconhecer-se Jesus usa a mesma metodologia, que é a comunhão da mesa, o que nós, comumente, chamamos de partilha da refeição eucarística, principalmente no partir do pão e no ato de dar graças a Deus. Nesse modo de agir Jesus garante a sua identidade mística bem como a sua identidade corpórea, ou seja, não se tratava de um fantasma. Era o ser plenamente divino que veio salvar e tirar os pecados do mundo, e o ser plenamente humano que experimentou e sofreu as mesmas tentações nossas e as mesmas necessidades biológicas do alimento e da água.
Além do propósito e do método utilizado pelo Senhor, descobrimos uma terceira questão envolvida nas aparições do Ressurreto. Jesus continua a sinalizar e convidar seus discípulos e discípulas a não desistir de estarem juntos comungando da vida plena e eterna no Reino de Deus, e também a sempre darem graças e cantarem celebrando a Deus.
Desistir da comunhão eucarística; abandonar a Mesa do Senhor significa dar as costas para Deus e não reconhecer suas maravilhosas provisões e providências em nossa vida; é agir contrariamente a orientação apostólica de “em tudo dar graças”. Imprevistos acontecem, mas não usá-los como conveniência.

Kempis continua: “Senhor, na simplicidade do meu coração, com firme e sincera fé, e obedecendo a vosso mandado, me aproximo de vós com esperança e reverência e creio verdadeiramente que estais presente aqui no Sacramento, Deus e homem. Pois quereis que vos receba e me uno convosco em caridade”.
Damos graças, cantamos e comungamos comunitariamente em volta da Mesa do Senhor sem desistir.
Rev. Adi Éber Pereira Borges†
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