Mulher pede medida protetiva após ser agredida e ameaçada por Conselheira tutelar em Birigui
Foto: ilustrativa
Da redação Diego Alves
Uma mulher de 43 anos, autônoma, procurou a Delegacia de Defesa da Mulher de Birigui (SP), nesta sexta-feira (10), para registrar um boletim de ocorrência contra uma conselheira tutelar de 48 anos, após ser agredida em uma residência localizada em um condomínio no cruzamento da Rua Bahia com a Avenida Adolpho Hecht Júnior.

De acordo com o relato, segundo a vítima, manteve um relacionamento amoroso por aproximadamente três anos com um homem de 55 anos, sem saber que ele era casado. Na última sexta-feira (3), a mulher se encontrou com o companheiro no imóvel onde costumavam se reunir, quando, por volta das 9h30, a conselheira tutelar, acompanhada de uma amiga, passou a bater insistentemente na porta exigindo entrar.
Ao ser atendida, a conselheira invadiu o local e, ao se deparar com a autônoma, iniciou uma série de agressões físicas, desferindo socos, chutes e joelhadas. Durante o ataque, a mulher ainda teria arrancado tufos de cabelo da vítima e causado um corte aparente em seu seio esquerdo com um objeto não identificado. Em seguida, retirou o salto de bico fino que usava e passou a pisotear as costas da mulher.
O homem de 55 anos tentou intervir, pedindo para que a mulher parasse, afirmando que a vítima não tinha culpa e estava no local a seu convite. A vítima relatou que, em meio às agressões, acreditou que não sairia viva da casa.
Ainda conforme o boletim, a conselheira chegou a pegar uma faca e uma garrafa, sendo contida pela amiga e pelo homem. Mesmo assim, continuou fazendo ameaças, inclusive contra os filhos da vítima, citando nomes e perfis em redes sociais e afirmando que “iria passar por cima” de uma das filhas com a motocicleta.

Após o episódio, a autônoma passou a receber mensagens ameaçadoras, mesmo após bloquear os contatos da agressora. Diante do medo e da continuidade das ameaças, a vítima compareceu a delegacia acompanhada de um advogado e solicitou medidas protetivas de urgência para si e seus filhos.
Segundo foi apurado, ela apresentou prints de conversas e áudios à Polícia Civil, além de ter sido encaminhada para exame de corpo de delito. O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e injúria. O inquérito será apreciado pelo delegado titular, que avaliará as medidas cabíveis.
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