Homem é preso em condomínio de luxo em Araçatuba durante Operação Blindagem
Foto: divulgação
Da redação Diego Alves
Um homem identificado pelas iniciais D. da S. F., foi preso nesta sexta-feira (7), no condomínio Royal Boulevard, em Araçatuba. A ação faz parte da Operação Blindagem, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gaeco/MPMS), com apoio de diversas forças policiais.

De acordo com o que foi apurado pela reportagem, as equipes foram até o condomínio para dar cumprimento a mandado de prisão preventiva. No local, foram recebidas pela esposa do procurado, N. F., que autorizou a entrada dos policiais, do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) e informou que o marido estava no quarto. O suspeito foi localizado e preso no interior do imóvel.
Durante as diligências, os agentes questionaram a esposa sobre a existência de armas, dinheiro ou entorpecentes na residência. De forma voluntária, ela apresentou: um revólver calibre .357 Magnum, com 20 munições; uma pistola 9 milímetros, com três carregadores e 33 munições; R$ 212.820,00 em espécie.
Ainda conforme apurado pela reportagem, embora registradas, as armas só estavam autorizadas para outro endereço, no bairro Parque das Árvores II, em Birigui, o que constitui descumprimento das normas de armazenamento. Por isso, foram apreendidas administrativamente, juntamente com as munições.
Quanto ao dinheiro apreendido, o investigado apresentou versões divergentes sobre a origem: inicialmente afirmou que o valor seria proveniente da venda de imóveis e, depois, alegou tratar-se de atividade de agiotagem. Sem comprovação documental, o montante foi retido para análise da autoridade policial.

Operação Blindagem
A ação realizada em Araçatuba faz parte da Operação Blindagem, deflagrada na manhã desta sexta-feira pelo Gaeco/MPMS. O objetivo é desarticular uma organização criminosa armada responsável por tráfico interestadual de drogas, corrupção ativa e passiva, comércio ilegal de armas, usura e lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, as investigações duraram cerca de 25 meses e revelaram um esquema que funcionava a partir de dentro do sistema prisional. O grupo atuava em Campo Grande, Aquidauana, Anastácio, Corumbá, Jardim, Sidrolândia, Ponta Porã e Bonito, além de ter ramificações nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
A organização utilizava diferentes métodos para enviar drogas para cidades do Mato Grosso do Sul e para outros estados, como SP, MG, RS, SC, BA, AC, MA e GO. Entre os mecanismos identificados estão caminhões com fundo falso transportando alimentos com nota fiscal, remessas pelos Correios e envio por veículos de passeio, utilitários e vans com passageiros.
O MP também apontou ligações do grupo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que forneceria apoio operacional e garantia de execução de punições contra devedores. Casos de extorsão armada, violência e restrição de liberdade foram identificados.
A investigação teve início após a apreensão do celular do líder da organização dentro de uma cela. O aparelho teria revelado indícios de corrupção de servidores públicos, que permitiam o uso de telefones, forneciam informações sigilosas e facilitavam a permanência do detento em unidades de segurança reduzida.

Ao todo, a operação cumpre 35 mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão em cidades de MS, além de Itanhaém (SP), Birigui (SP), Porto Belo (SC) e Balneário Piçarras (SC). As ações têm apoio das polícias Civil e Militar, da Agepen e de unidades especializadas de choque e operações especiais. A OAB/MS também acompanha os trabalhos.
O nome Blindagem faz referência à proteção ilegal que integrantes da organização recebiam dentro do sistema prisional, incluindo transferência de presos e acesso privilegiado a informações restritas, mediante corrupção de agentes públicos.
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