Com 80% dos criadouros do Aedes aegypti dentro das casas, Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba reforça cuidados preventivos
Foto divulgação
Da redação Diego Alves
Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba revelam que cerca de 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão concentrados dentro das residências. Essa informação reforça o trabalho que vem sendo feito pelas equipes da Vigilância Epidemiológica sobre os cuidados diários que as famílias devem ter para evitar criadouros do mosquito dentro de casa.

O dado serve como alerta, pois o enfrentamento ao inseto deve ser uma ação permanente e coletiva, essencial para evitar a proliferação de doenças como dengue, zika e chikungunya.
“Na luta contra o mosquito, é essencial que cada cidadão faça a sua parte, adotando medidas simples de prevenção. Apenas dez minutos por semana é suficiente para verificar o quintal e o interior das residências, e eliminar possíveis criadouros do mosquito”, orientou a diretora da Vigilância Epidemiológica, Priscila Cestaro.
Ela reforça que recipientes com água parada — mesmo em pequenas quantidades — são suficientes para que o mosquito deposite seus ovos. Pratos de plantas, baldes, caixas d’água destampadas, calhas entupidas e até tampinhas de garrafa podem se transformar em criadouros.
PREVENÇÃO
A Secretaria de Saúde mantém diariamente as ações de controle e prevenção. Agentes comunitários de saúde e de combate às endemias vistoriam residências e estabelecimentos comerciais, eliminam recipientes que possam servir de criadouro, aplicam larvicida e nebulização costal.

“É importante que os moradores recebam bem os agentes, que estão devidamente identificados, e permitam que entrem nos imóveis para que possam fazer as inspeções e orientações necessárias. A prevenção continua sendo a principal arma contra o mosquito”, afirmou Priscila.
SINTOMAS
Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço intenso, falta de apetite, hemorragia em casos graves e dor abdominal, a recomendação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.
Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado na sexta-feira (20), o município confirmou 344 casos de dengue e 46 de chikungunya, sem mortes. Em 2025, foram registrados 10.755 casos positivos de dengue e 11 óbitos, além de 193 casos de chikungunya.
Confira as orientações da Vigilância Epidemiológica para evitar criadouros do mosquito nos imóveis:
- Manter ralos limpos, com aplicação periódica de água sanitária;
- Evitar água acumulada em bandejas de ar-condicionado, geladeiras e plantas;
- Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios sempre bem fechados;
- Eliminar recipientes que acumulem água, como latas, garrafas, baldes, pneus e sucatas;
- Manter garrafas sempre viradas para baixo;
- Preencher pratinhos de plantas com areia até a borda;
- Manter calhas limpas e desobstruídas;
- Descartar corretamente entulhos e materiais sem uso;
- Manter lonas esticadas, evitando a formação de poças;
- Lavar os bebedouros dos animais, esfregando com escova e sabão.
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