Acusado de matar a própria mãe com golpes de martelo vai a júri popular em Araçatuba
Judge’s gavel, Themis sculpture and collection of legal books on the brown background.
Aqueharu Yamaguchi Junior será julgado nesta quinta-feira (16) pelo assassinato de Alzira Pinto da Silva, de 74 anos. O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado por vingança e pede a condenação por homicídio qualificado e feminicídio contra vítima idosa.
Foto ilustrativa
Da redação Diego Alves
O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quinta-feira (16), a partir das 9h, para julgar Aqueharu Yamaguchi Junior, acusado de assassinar a própria mãe, Alzira Pinto da Silva, de 74 anos. O crime ocorreu em 8 de outubro de 2020, na residência da vítima, no bairro Jardim Nova Iorque, e causou grande repercussão pela violência empregada. A idosa também era mãe do ex-vereador Cláudio Henrique da Silva.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi motivado por vingança. Aqueharu havia retornado do Japão pouco antes do crime e passou a morar com a mãe. Conforme a investigação, os dois mantinham uma relação conturbada devido ao uso de entorpecentes pelo acusado.
Ainda segundo a denúncia, no domingo anterior ao crime, em 4 de outubro de 2020, Alzira teria agredido o filho com um pedaço de madeira após encontrá-lo consumindo drogas em um bar. O episódio teria ocorrido em público e, sentindo-se humilhado, o acusado decidiu matar a mãe.
Na noite do crime, Aqueharu teria se armado com um martelo e aguardado a chegada da vítima. Alzira voltou para casa levando um lanche para o filho e, ao entrar em seu quarto para trocar de roupa, foi surpreendida. Segundo o Ministério Público, ela foi atingida inicialmente por dois golpes nas costas. Em seguida, já caída no chão e pedindo para que o filho parasse, teria sido imobilizada pelo pescoço e golpeada entre 20 e 25 vezes na cabeça com o martelo.

A denúncia aponta ainda que, após o homicídio, o acusado tomou banho para retirar o sangue do corpo, trocou de roupa, pegou dinheiro da carteira da mãe e deixou a residência utilizando o carro da vítima para comprar cocaína. Alzira morreu no local.
Conforme as investigações, logo após o crime, Aqueharu telefonou para familiares, chorando, e confessou ter matado a mãe. Na manhã seguinte, procurou a casa de um primo bastante alterado e manifestando intenção de tirar a própria vida. Convencido pelos familiares, decidiu se entregar à polícia. Durante o inquérito policial, também confessou o assassinato.
Ao decidir pelo envio do caso ao Tribunal do Júri, o juiz Danilo Brait manteve as quatro qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: motivo torpe, em razão da vingança pela agressão sofrida dias antes; meio cruel, pelo intenso sofrimento imposto à vítima; recurso que dificultou a defesa, já que a idosa foi atacada pelas costas, dentro de casa; e feminicídio, por se tratar de crime praticado no contexto de violência doméstica e familiar.

Além das qualificadoras, o réu também responderá pelo fato de o crime ter sido cometido contra uma vítima com mais de 60 anos.
O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri de Araçatuba, que decidirá se o acusado será condenado ou absolvido pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.
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