Polícia Civil prende empresário com medicamentos clandestinos durante operação em Birigui
Investigado foi flagrado com 66 frascos de tirzepatida e um frasco de retatrutida; produtos estrangeiros estavam sem registro sanitário.
Foto divulgação
Da redação Diego Alves
A Polícia Civil de Birigui prendeu em flagrante, na manhã desta sexta-feira (21), um empresário investigado pela comercialização ilícita de medicamentos clandestinos. A ação foi realizada pelo 1º Distrito Policial, sob coordenação do delegado Ícaro de Oliveira Borges, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.

As diligências ocorreram em endereços distintos no bairro Jandaia. No estabelecimento comercial do investigado, identificado pelas iniciais W.J.C., os policiais o questionaram sobre os produtos que eram alvo da investigação. Segundo a Polícia Civil, ele informou que os medicamentos estavam armazenados em sua residência.
Uma equipe acompanhou o investigado até o imóvel. No local, W.J.C. indicou que os produtos estavam guardados dentro da geladeira da cozinha.
Durante a busca, foram apreendidos 66 frascos contendo tirzepatida, das marcas LIPOLESS e T.G. 15, além de um frasco de retatrutida, substância que ainda está em fase de testes e não possui aprovação de agência sanitária. Também foi apreendido um aparelho celular que, segundo a investigação, era utilizado nas negociações.

Investigado confessou comercialização
Em depoimento à Polícia Civil, ele teria admitido que mantinha os medicamentos armazenados e relatado que havia iniciado a importação dos produtos do Paraguai. Ainda segundo a corporação, ele confirmou que a atividade havia adquirido maiores proporções e que comercializava as caixas por aproximadamente R$ 800,00
A investigação aponta ainda que a divulgação e as negociações eram realizadas por meio de aplicativos de mensagens e folders.
Diante dos elementos encontrados durante as diligências, o empresário recebeu voz de prisão em flagrante pela prática do crime previsto no artigo 273, § 1º-B, incisos I e V, do Código Penal, relacionado à falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, nas circunstâncias previstas pela legislação.
Por força de entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, foi arbitrada fiança. Após o pagamento do valor estipulado, o investigado foi colocado em liberdade mediante alvará de soltura e deverá comparecer aos atos do processo.

A Polícia Civil informou que a ação faz parte do trabalho permanente de repressão a crimes que possam representar riscos à saúde pública e destacou a importância das investigações para impedir a circulação de produtos sem registro e procedência regular.
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