Conhecimento que salva vidas: ACLS prepara médicos formados pelo UniSALESIANO para situações críticas
Os estudantes do sexto ano são estimulados a realizar a capacitação e, atualmente, a adesão supera 95%.
Foto divulgação
Da redação Diego Alves
Em uma parada cardiorrespiratória, segundos fazem diferença. Reconhecer rapidamente o quadro, tomar decisões e iniciar as manobras adequadas são competências fundamentais para o atendimento de situações críticas. É pensando nesses desafios da prática médica que o UniSALESIANO investe na formação prática dos acadêmicos de Medicina e incentiva a realização do curso de Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (ACLS).

A capacitação prepara os participantes para o atendimento de emergências cardiovasculares por meio de protocolos, atividades práticas e simulações realísticas. Além do conhecimento técnico, o treinamento desenvolve habilidades como tomada rápida de decisão, organização do atendimento, comunicação e trabalho em equipe.
Entre os médicos formados recentemente pelo UniSALESIANO, que levaram esse aprendizado para a vida profissional, estão: Carla Vanti Cabral, Isabella Rigazzo e Rafael de Oliveira Leite da Silva, integrantes da turma que concluiu a graduação em dezembro de 2025.
Para Carla, o treinamento proporciona ao profissional maior segurança para reconhecer uma parada cardiorrespiratória e seguir uma sequência de atendimento previamente estabelecida. “Em uma situação de parada cardiorrespiratória, cada segundo é importante, e o treinamento permite que a equipe reconheça rapidamente a situação e siga uma sequência de atendimento já estabelecida, com funções bem definidas”, afirmou.
Segundo a médica, o trabalho em equipe é outro aspecto fundamental desenvolvido durante a preparação. “Isso nos ajuda a atuar de forma rápida, organizada e integrada. Mais do que uma conduta individual, o treinamento e o trabalho em equipe permitem uma resposta coordenada diante de uma situação crítica”, destacou.
PREPARO
A formação recebida durante a graduação também é apontada pelos egressos como fundamental para a atuação profissional. Segundo Carla, o incentivo à capacitação esteve presente durante o curso. “A formação que recebemos no Curso de Medicina do UniSALESIANO foi fundamental. A faculdade sempre nos incentivou a buscar capacitações e, especialmente, nos motivou a realizar o ACLS, que é extremamente importante para nossa atuação profissional”, disse.
A médica Isabella Rigazzo também destaca a experiência vivenciada ao longo da graduação, especialmente durante o estágio de Emergência realizado na Santa Casa de Araçatuba, no sexto ano do curso.

“Mais do que o conhecimento teórico, tivemos contato direto com a prática, acompanhando de perto situações reais de parada cardiorrespiratória. Essa vivência nos proporcionou segurança, agilidade e preparo para agir diante de um cenário crítico”, afirmou.
Isabella ressaltou ainda a contribuição do professor Silvio Bianco durante o estágio. “Tivemos a oportunidade de aprender com um grande professor, que nos transmitiu ensinamentos valiosos e nos preparou para situações de emergência. Sem dúvida, toda essa vivência durante a graduação foi determinante para que pudéssemos levar os conhecimentos adquiridos para a prática profissional”, comentou.
O médico Rafael de Oliveira Leite da Silva reforça que a combinação entre teoria, prática e capacitação específica faz diferença no atendimento às emergências.
“O ACLS dá uma base sólida para as condutas em uma parada cardiorrespiratória e em emergências cardiológicas. As atividades teórico-práticas e os estágios na Santa Casa de Araçatuba também foram essenciais para a nossa formação e nos deixaram preparados para enfrentar situações críticas”, explicou.
Para Rafael, esse tipo de treinamento é importante independentemente da especialidade que o futuro médico pretenda seguir. “É extremamente importante, pois as emergências fazem parte da atuação médica, independentemente da carreira que o profissional escolha”, afirmou.
VIDA REAL
Para o Coordenador do Curso de Medicina do UniSALESIANO, Dr. Antônio Henrique Poletto, aproximar o acadêmico das situações que poderá encontrar na vida profissional é um dos principais objetivos desse tipo de capacitação.
“O ACLS é um curso com uma simulação estruturada que alia a conduta clínica aos mecanismos necessários para que o acadêmico aprenda a tomar decisões rapidamente. Em uma parada cardiorrespiratória, tudo precisa ser muito rápido. O treinamento prepara o aluno de maneira teórica e prática para agir”, explicou.
Reconhecido internacionalmente, o ACLS prepara os participantes para o atendimento de emergências cardiovasculares, trabalhando desde o reconhecimento do quadro até a aplicação dos protocolos adequados, sempre com ênfase na atuação integrada da equipe.
“O ACLS desenvolve uma habilidade essencial para o médico que vai dar um plantão. Quando ele se depara com uma situação crítica, precisa reconhecer o que está acontecendo, saber o que fazer e agir rapidamente. Por isso, queremos que nossos acadêmicos tenham esse preparo antes mesmo de concluírem a graduação”, ressaltou Poletto.

O incentivo ao ACLS faz parte da formação dos acadêmicos de Medicina do UniSALESIANO desde a primeira turma. Segundo Poletto, os estudantes do sexto ano são estimulados a realizar a capacitação e, atualmente, a adesão supera 95%. “Isso é um compromisso da Instituição. Queremos que o aluno saia daqui preparado também para situações críticas que poderá encontrar na prática profissional”, afirmou.
Para o Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação do UniSALESIANO, Prof. Dr. André Luis Ornellas, esse investimento está diretamente relacionado à proposta de oferecer uma formação que una conhecimento científico, experiência prática e responsabilidade profissional.
“Na Medicina, a excelência da formação passa necessariamente pela capacidade de transformar conhecimento em uma atuação segura, responsável e tecnicamente preparada. Quando incentivamos nossos acadêmicos a participarem de capacitações como o ACLS e proporcionamos experiências práticas ao longo da graduação, estamos preparando profissionais para tomar decisões diante dos desafios reais da profissão”, destacou.
Segundo Ornellas, mais do que preparar o estudante para concluir a graduação, o compromisso institucional é formar médicos capazes de responder às diferentes situações que encontrarão ao longo da carreira.
“Nosso compromisso é com uma formação integral. Queremos que o egresso leve consigo conhecimento, competência técnica, segurança para agir e, sobretudo, a consciência da responsabilidade que acompanha o exercício da Medicina. Investir nessa preparação é investir na qualidade da assistência que esses profissionais prestarão à sociedade”, concluiu.



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