Mãe investigada pela morte de menino de 2 anos em Araçatuba é transferida para Tremembé
Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte de Micael Davi Costa da Silva, em Araçatuba. Investigação aponta possíveis episódios reiterados de violência contra a criança.
Foto ilustrativa
Da redação Diego Alves
A mulher de 27 anos investigada pela morte de Micael Davi Costa da Silva, de 2 anos, foi transferida para o Complexo Penal de Tremembé, no interior de São Paulo. Já o homem de 26 anos, padrasto da criança, permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Lavínia.

O Complexo Penal de Tremembé é conhecido por receber presos envolvidos em casos de grande repercussão nacional e ganhou ainda mais visibilidade recentemente ao ser retratado em uma série no Amazon Prime.
A atualização ocorre após a Polícia Civil concluir, nesta quinta-feira (29), o inquérito que investigou a morte da criança, que ficou internada em estado gravíssimo na Santa Casa de Araçatuba, após apresentar múltiplas lesões pelo corpo.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba. Segundo a Polícia Civil, depoimentos, documentos médicos e exames periciais apontaram possíveis episódios reiterados de violência contra o menino.
Os exames indicaram traumatismo cranioencefálico grave, hemorragia intracraniana, fratura craniana e múltiplas lesões. Os ferimentos, conforme a investigação, eram incompatíveis com a versão de queda acidental apresentada pelos responsáveis.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil apontou indícios, em tese, dos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por se tratar de menor de 14 anos.

Também foram apontadas causas de aumento de pena relacionadas à condição de genitora e padrasto, além de possíveis crimes de tortura-castigo e fraude processual, esta última relacionada à suspeita de alteração do local dos fatos.
Relembre o caso
O menino foi levado pela mãe ao pronto-socorro municipal de Araçatuba no dia 19 de outubro. Após ser transferido para a Santa Casa, a mulher deixou a unidade de saúde.
A Polícia Militar foi até a residência da família, no bairro Águas Claras, e encontrou a mãe e o padrasto. Os dois foram conduzidos à DDM para prestar esclarecimentos.
Inicialmente, o casal teria relatado que a criança sofreu uma queda acidental da cama. No entanto, os ferimentos apresentados pelo menino levantaram suspeitas da equipe médica.
A delegada plantonista ratificou a prisão em flagrante dos dois por suspeita de tentativa de homicídio.
Durante a internação, a família foi comunicada sobre a morte encefálica da criança. Outras duas crianças da família foram inicialmente acolhidas pelo Conselho Tutelar. Posteriormente, a Justiça concedeu a guarda provisória à avó materna.

O exame necroscópico definitivo ainda está pendente. Com a conclusão do inquérito, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A Polícia Civil ressaltou que a conclusão da investigação não representa um juízo definitivo de culpa, sendo assegurada aos investigados a presunção de inocência.
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