Acadêmicos de Medicina auxiliam atendimento a paciente estrangeira em Araçatuba
O casal havia chegado ao Brasil dois dias antes e relatou que a gestante tinha passado cerca de 14 horas em um voo internacional (Foto divulgação)
Da redação Diego Alves
Uma situação pouco comum marcou a rotina de acadêmicos do Curso de Medicina do UniSALESIANO. A aluna Bruna Martins Miano Rui, do 12º termo, participou de um atendimento a uma gestante estrangeira no pronto-socorro obstétrico da Santa Casa de Araçatuba e destacou a experiência como um importante aprendizado sobre acolhimento, comunicação e humanização.

O caso ocorreu no dia 12 de fevereiro, quando a paciente procurou uma Unidade Básica de Saúde do município após perceber diminuição dos movimentos do bebê. O casal havia chegado ao Brasil dois dias antes e relatou que a gestante tinha passado cerca de 14 horas em um voo internacional, o que gerou preocupação quanto à saúde fetal. Por precaução, a médica da UBS decidiu encaminhá-la ao pronto-socorro obstétrico para avaliação especializada.
Ao chegar ao serviço, surgiu um novo desafio: a paciente não falava português, nem inglês, e o marido se comunicava apenas parcialmente em inglês. Diante da dificuldade, a médica residente plantonista solicitou o apoio de Bruna e do também aluno, Gabriel Fanani Zequini, do 12º termo, para auxiliar na comunicação e na tradução das informações clínicas.
PRONTUÁRIO
Além de intermediar a conversa com o casal, os acadêmicos analisaram exames e documentos trazidos do país de origem da gestante e ajudaram na tradução de dados importantes para o prontuário. Com diálogo, paciência e o apoio de ferramentas de tradução, foi possível coletar a história clínica completa e conduzir o atendimento de forma segura.
Segundo Bruna, o casal demonstrou grande gratidão pela atenção recebida. “Eles ficaram muito felizes por conseguirmos entender o que estava acontecendo e por termos dado atenção a cada detalhe. Foi um atendimento como qualquer outro, mas com o desafio da comunicação”, relatou.
A experiência também reforçou a importância do conhecimento em outros idiomas na formação médica. Para a estudante, saber inglês — ou ao menos ter noções básicas — pode agilizar o atendimento e facilitar a construção de vínculo com pacientes estrangeiros, algo que tende a se tornar cada vez mais comum.

Outro ponto destacado foi o acesso ao sistema público de saúde. A acadêmica ressaltou que o atendimento prestado demonstra a abrangência do Sistema Único de Saúde (SUS), que acolhe não apenas brasileiros, mas também estrangeiros que necessitam de assistência médica no país.
Acompanharem também o atendimento os alunos do Internato: Gabriel Vinícius Chimidt, Isabelle Fernandes Moreira e Marcos Fernandes Mendes, todos do 12º termo de Medicina. Para os futuros médicos, a vivência reforçou a importância da empatia, da escuta e da capacidade de adaptação diante de situações inesperadas — elementos fundamentais na prática médica e na formação profissional.
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