Artigo Reflexão: “A alegria de se ter uma casa”
Por: Rev. Adi Éber Pereira Borges
“A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos
Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos”. Ageu 2.9
Era uma casa muito engraçada, não tinha cruz, não tinha nada. Ninguém podia prestar louvor, porque nela não havia cantor. Ninguém podia nela adorar, porque na casa não tinha altar. Ninguém podia ter comunhão, porque ali não havia irmão. Mas a reforma foi nela feita, e sua feiura já foi desfeita. No dia certo ela foi aberta, e a alegria foi descoberta. Paráfrase da música de Vinícius de Moraes.

Talvez o objetivo de se ter uma casa, própria ou alugada, seja um dos maiores sonhos de uma família. Ao constitui-la, logo se pensa onde morar e como morar. Já dizia o velho dito popular “quem casa quer casa” e, por isso, o lugar que abrigará e dará a privacidade necessária à nova família é tão importante. Não necessariamente precisa ser grande, bonita e imponente, mas pode ser bem pequena, simples e acanhada. Também não precisa ter tudo, mas não ter nada é ruim; é preciso ter o necessário.
A importância está em quem nela habitará, e como viverão em seu interior; abrigados, acolhidos, com liberdade e respeitando as privacidades parece que irão bem. Vivendo em amor e respeito, a paz e a alegria sempre estarão presentes. Sendo simples ou luxuosa, o que não se pode é esquecê-la, pois, ela também precisa de cuidados e atenção.
Por volta de 500a.C o povo de Deus havia retornado do exílio e com muito entusiasmo começaram a reconstruir a cidade e o Templo, a Casa de Deus. Porém, com o tempo passando e a oposição “gritando”, o povo foi desanimando e colocando seus interesses pessoais em primeiro plano, voltaram sua atenção para a construção de belas casas para si mesmos e esqueceram-se da Casa de Oração, a casa comum de todos.
O profeta Ageu, direcionado por Deus, denunciou o erro, anunciou a vontade de Deus e apontou o caminho a ser seguido; o povo atendeu o chamado, e experimentou a promessa divina sendo cumprida. A glória da casa reconstruída foi maior do que a primeira construção, pois nela foi estabelecida a paz e a harmonia.

O povo ter uma casa que sirva de referência e encontro para celebrar a vida em conjunto é muito importante, afinal de contas, a fé é desenvolvida na coletividade e na fraternidade; o culto a Deus sempre acontece no ajuntamento do povo.
Os grandes diferenciais das casas e templos erguidos e consagrados a Deus, sejam grandes ou pequenos, simples ou luxuosos, são o acolhimento amoroso, a livre participação na espiritualidade e a paz entre todos. Um novo amigo sempre será bem-vindo, uma nova amiga sempre será bem-vinda.
Na Casa de Deus todos/as somos filhos/as, criados/as pelo mesmo Pai, amados/as pelo mesmo Filho.
Rev. Adi Éber Pereira Borges†
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