Funcionário da CPFL é ameaçado e perseguido com faca ao tentar cortar energia em Birigui

Foto Ilustrativa
Da redação Diego Alves
Uma equipe da Polícia Militar foi acionada nesta sexta-feira (28), pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) para atender a uma ocorrência de desentendimento envolvendo vias de fato e a presença de um indivíduo armado com uma faca em um imóvel localizado no Candeias, em Birigui.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um funcionário de uma empresa terceirizada da CPFL, os proprietários da residência e uma mulher visivelmente alterada, que relatou ter sido agredida pelo funcionário. Segundo os militares, durante a abordagem, o esposo da mulher saiu da presença de um policial e se dirigiu à viatura para pedir desculpas, mas acabou proferindo ameaças contra o funcionário da CPFL, dizendo: “Você suma de Birigui, pois em Birigui você não fica mais.” Diante da ameaça feita na presença dos policiais, ele recebeu voz de prisão em flagrante e, devido ao seu estado alterado, foi necessário o uso de algemas para preservar sua integridade física, da equipe e de terceiros.
Pouco depois, a mulher envolvida na discussão também tentou intimidar o funcionário, dizendo: “Você tem sorte que sou uma pessoa calma, a minha família não é…”, sendo advertida a permanecer em silêncio pelos policiais.
O funcionário da CPFL relatou aos militares, que estava no local para cumprir uma ordem de corte de energia e, ao ser recebido pela proprietária da residência, foi insultado e impedido de realizar o serviço. O esposo dela teria chegado em seguida, jogado o carro em sua direção e, ao descer do veículo, correu atrás dele armado com uma faca por algumas quadras. O funcionário tentou retornar à sua motocicleta, mas foi alvo de agressões, incluindo arremessos de pedaços de madeira, tijolos e um alicate, que acabou causando um corte em seu braço direito.

Diante do impasse, foi acionada uma equipe de supervisão da CPFL para garantir o cumprimento da ordem de corte de energia, que acabou sendo realizado. Uma testemunha que estava no local afirmou que presenciou o momento em que o funcionário da CPFL usou seu capacete para se defender das agressões.
Ouvidos e Liberados
Com base nas ameaças, agressões e na lesão corporal constatada, os envolvidos foram encaminhados ao plantão policial para as devidas providências. Após prestarem depoimento, todos foram liberados. O socorro médico foi oferecido, mas recusado pelas partes.
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