Homem homenageado em 2024 na Câmara Municipal de Birigui é preso em operação da Polícia Federal
Foto: Divulgação
Da redação Diego Alves
Um homem que foi homenageado pela Câmara Municipal de Birigui em março de 2024, recebendo o título de Cidadão Biriguiense, foi preso na manhã desta quinta-feira (23) durante a Operação Red Flag, deflagrada pela Polícia Federal. A ação investiga um esquema milionário de tráfico de drogas transportadas por via aérea e ocorre simultaneamente em quatro estados — São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

De acordo com informações apuradas pelo Birigui Notícias da Hora, o preso foi agraciado com a honraria no dia 28 de março de 2024, em uma sessão solene no plenário da Câmara, após indicação de um vereador. À época, a homenagem destacava o homem como um “exemplo de dedicação e contribuição para o desenvolvimento do município”.
Pouco mais de um ano depois, o mesmo nome aparece entre os alvos da Operação Red Flag, que cumpre 33 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Na região, foram cumpridos 10 mandados em Birigui, com uma prisão, e um mandado em Araçatuba, também com um preso.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início há cerca de um ano, após a identificação de um piloto da região de Araçatuba suspeito de transportar drogas em aeronaves a serviço de uma organização criminosa interestadual. As aeronaves utilizadas no tráfico eram preparadas em oficinas e hangares localizados em Birigui, de onde partiam carregadas com cocaína para diferentes estados do país.
As apurações apontam que o grupo possuía estrutura complexa e hierarquizada, dividida em núcleos de logística aérea e terrestre, gerenciamento financeiro e ocultação de bens e valores. Em uma das ações criminosas, no final de 2024, os investigados chegaram a transportar quase uma tonelada de cocaína em aeronaves agrícolas no interior do Paraná.
Ainda conforme a PF, a investigação revelou movimentações financeiras superiores a R$ 160 milhões, realizadas por meio de contas bancárias de pessoas físicas, empresas e terceiros ligados ao grupo, para dissimular a origem e o destino dos recursos ilícitos. Os investigados ostentavam alto padrão de vida, com imóveis de luxo, propriedades rurais, veículos, embarcações e aeronaves.

A operação contou com apoio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo, Núcleo de Araçatuba. As medidas cautelares foram decretadas pela Justiça Estadual de Birigui, com o objetivo de desmantelar a estrutura financeira e operacional do grupo criminoso.
O material apreendido — documentos, equipamentos eletrônicos e veículos — foram encaminhado à sede da Polícia Federal em Araçatuba para análise. Após audiência de custódia, os presos serão levados a presídios da região, onde permanecerão à disposição da Justiça.
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