Mulher é presa por tentativa de homicídio após tentar atear fogo em GCM no Centro Pop em Birigui
Foto ilustrativa
Da redação Diego Alves
Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante nesta quarta-feira (28), após tentar matar um Guarda Civil Municipal, de 53 anos, nas dependências do Centro Pop de Birigui. O crime foi enquadrado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.

A mulher foi detida por Guardas Municipais após tentar atear fogo em um agente da corporação durante o exercício de suas funções. A ocorrência foi registrada após acionamento via rádio informando que um GCM havia entrado em vias de fato com uma mulher em situação de rua.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a autora e um homem de 64 anos, já contidos por populares e pelo próprio guarda vítima, que estava com as vestes completamente encharcadas de combustível.
Em depoimento, o GCM relatou que realizava atendimento de rotina no Centro Pop quando foi surpreendido pela mulher, que arremessou contra seu corpo um galão contendo etanol. Em seguida, ela teria tentado acionar um isqueiro, gritando ameaças de morte “Eu vim para te matar”. A ação só não foi consumada devido à rápida reação do guarda, que conseguiu se afastar e sacar sua arma para conter a agressão.
Uma assistente social da unidade, testemunha do fato, confirmou a versão apresentada pela vítima, relatando o arremesso do líquido inflamável e a tentativa de ignição com o isqueiro.

Durante interrogatório, a mulher confessou o crime, alegando que agiu por vingança em razão de supostos maus-tratos e ofensas que teria sofrido em atendimentos anteriores. Segundo a polícia, ela afirmou de forma categórica que sua intenção era atear fogo no servidor público e que não demonstrou arrependimento.
O homem que a acompanhava declarou que teria sido enganado pela mulher, afirmando que comprou o combustível e deu carona sem saber do plano criminoso. Ele disse que acreditava estar indo ao local sob outra justificativa. Diante da ausência de indícios de dolo, ele foi ouvido apenas como testemunha e liberado.
Na revista pessoal, os policiais apreenderam um isqueiro e o galão utilizado na ação, objetos que foram encaminhados para apreensão.
Diante dos fatos, o delegado de polícia ratificou a prisão em flagrante da mulher, enquadrando a conduta no artigo 121, combinado com o artigo 14, que trata de homicídio qualificado pelo motivo fútil na forma tentada. A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, destacando a gravidade concreta do crime, a periculosidade da indiciada e o risco à ordem pública.

Ainda segundo a autoridade Policial, a representação ainda levou em conta o fato de a mulher estar em situação de rua, sem endereço fixo ou vínculos que garantam sua localização, o que poderia comprometer a aplicação da lei penal e a instrução criminal. O pedido foi encaminhado à Vara Regional de Garantias da 2ª Região Administrativa Judiciária de Araçatuba, e a presa deverá passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (29).
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