São Paulo tem primeiro paciente implantado com novo tipo de marcapasso, sem eletrodos e sem cortes
Foto: Dr. Gustavo Galli, do Centro de Eletrofisiologia de Londrina, Dr. Edson Missugiro e Dr. Ricardo Ferreira, ambos do Centro Cardiológico de São Paulo
Menos invasiva, nova técnica possibilita rápida recuperação e menor risco de infecções ou outras complicações
Da redação Diego Alves
Após casos bem-sucedidos no Rio de Janeiro e no Paraná, foi a vez de um paciente da cidade de São Paulo receber o implante de uma nova tecnologia de marcapassos que possibilita um procedimento sem cortes. Conduzido pelo cardiologista e especialista em estimulação cardíaca, Dr. Ricardo Ferreira, o procedimento foi realizado no Hospital Samaritano Paulista na última segunda-feira (30/6).

Trata-se de uma tecnologia que permite o implante do marcapasso por meio de uma punção, ou seja, sem cortes e sem dor. A equipe médica faz o acesso por meio da veia femoral e instala o dispositivo de forma bastante segura.
A vantagem dessa técnica é que o novo dispositivo pode ser retirado ao fim de sua vida útil. “Existem outros dispositivos que permitem a instalação sem cortes, mas quando termina a bateria, eles não podem ser retirados, continuando no corpo do paciente junto com um novo marcapasso. Com essa nova tecnologia, nós retiramos aquele sem bateria e substituímos por um novo, sem acúmulo de dispositivos no coração”, explica o Dr. Ricardo Ferreira.
Outra vantagem é a rápida recuperação. Em São Paulo, o paciente recebeu alta 24h após o procedimento (que dura cerca de 40 minutos), sem qualquer sequela ou dor. O homem, de 69 anos, com uma lesão no sistema elétrico do coração, tinha indicação para implante de marcapasso e até chegou a ser submetido a uma tentativa de implante tradicional. “Mas não houve sucesso em razão de uma variação anatômica, que impedia o acesso intravascular. Então, optamos pela nova técnica, que funcionou muito bem”, explica o Dr. Ricardo Ferreira.
Sem incisões ou pontos, o marcapasso sem eletrodos, fornecido pela empresa norte-americana Abbott, também diminui os riscos de infecção. “O paciente tem um dispositivo quase imperceptível, podendo seguir com uma vida sem restrições”, afirma o Dr. Ricardo.
Apesar dos vários pontos positivos, não são todos os pacientes que podem ser submetidos à nova técnica. “Uma avaliação médica individual é que vai indicar a melhor escolha em cada caso. Mas é muito positivo termos uma opção menos invasiva, que vai funcionar em muitos casos”, conclui o cardiologista.

Sobre o Dr. Ricardo Ferreira
Dr. Ricardo Ferreira Silva é graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 – título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018.
Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.
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