Sesc Birigui apresenta espetáculo solo inspirado em Lima Barreto

Da redação Diego Alves
O Sesc Birigui apresenta nesta quinta-feira (23), a partir das 20h, no Teatro do Sesc Birigui, o monólogo performático “A Solidão do Feio”, encenado e escrito por Sidney Santiago Kuanza. Os convites estão à venda pela internet e presencialmente na unidade, a partir de R$ 12.

A peça teatral faz parte da programação do Festival Sesc Culturas Negras, que acontece entre os dias 22 e 26 de maio em todo o estado, pelo Dia Mundial de África, celebrado em 25 de maio. São mais de 80 atividades em 27 unidades do Sesc.
Partindo de um velório em uma performance de abertura, a história é contada em fragmentos não cronológicos da vida de Lima Barreto e passeia por diferentes gêneros teatrais. A narrativa do personagem, com suas certezas, contradições e sonhos de futuro, é em primeira pessoa.
Sob a perspectiva performática do teatro panfletário – resultado da pesquisa continuada da Cia Os Crespos – Lima Barreto ganha, de acordo com Sidney Santiago, face do herói nacional.
“Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu tempo e o seu país em profundidade”, afirma Sidney.
O espetáculo tem direção compartilhada entre Santiago e a atriz Gabi Costa. O ator se debruçou em estudos sobre o romancista desde 2009 e decidiu criar a obra, na tentativa de ampliar a representação do autor, ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.

“A Solidão do Feio é o nosso diário aberto de possibilidades para a existência de Lima Barreto. É o nosso e-mail salvo em rascunhos, que sempre que é revisitado, abre uma nova porta”, explica a diretora.
A peça é parte de um projeto acerca dos estudos e reflexões sobre as masculinidades negras, que desde 2014, pesquisa os impactos do racismo na psique, afetividade e subjetividade de homens negros.
O monólogo integra uma trilogia intitulada
“Masculinidade & Negritude”, que leva o legado político, artístico e cultural de homens negros aos palcos. Assim como Lima Barreto, figura de grande contribuição para a literatura e jornalismo nacionais, João Francisco dos Santos (Madame Satã), e Benjamim de Oliveira são os nomes escolhidos desta cartografia.
Lima Barreto (1881-1922)
Lima Barreto foi um Importante escritor, jornalista e cartógrafo afro-brasileiro. Sua obra está impregnada de fatos históricos e de uma perspectiva negra diante das evoluções e retrocessos políticos do Brasil. A paisagem da escravidão, do racismo estrutural e das desigualdades sempre estiveram em suas páginas.

Lima foi um pensador do seu tempo e de sua terra. Deixou obras célebres da literatura brasileira: “Recordações do escrivão Isaías Caminha” (1909), “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1911), “Clara dos Anjos” (1948) , “Cemitério dos Vivos”, entre outras.









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