Artigo Reflexão: “Uma alegria completa”

Por: Rev. Adi Éber Pereira Borges
“…o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa”. 1 João 1.3-4

Algumas coisas nessa vida se completam por si só. Quando alguém coloca o arroz para cozinhar, após alguns minutos ele está pronto, e pronto. Quando uma criança recebe o diploma de conclusão do ensino fundamental, damos por encerrado aquele ciclo de estudos, ninguém espera ou pensa que depois de alguns anos tenha-se que voltar a frequentar as aulas daquele período; aquela fase está completa.
Mas muitas outras se completam quando partilhadas. A alegria é uma dessas coisas que se completa quando partilhamos o que somos, o que temos, o que vivenciamos e experimentamos. A alegria de um pai ou de uma mãe se completa quando é possível partilhar com os filhos e filhas os benefícios do ganho advindo do trabalho honesto. É triste e dolorido quando nossas crianças pedem um pacote de bolacha ou simples brinquedo e não podemos comprar porque não temos recurso financeiro.
Há algo que podemos partilhar com as crianças e que não nos custa dinheiro algum; a fé, a salvação e a missão. Sim, pais e mães que possuem convicções, princípios e valores podem e devem partilhar isso com os filhos e filhas. Podem também partilhar a salvação dada pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo; ainda que a salvação seja pessoal e intransferível, a Bíblia diz que o conhecimento da salvação deve ser partilhado. A partir disso, as crianças também podem e fazem parte da missão, elas também estão em missão no reino de Deus.

Ao enviar suas cartas às comunidades de fé da sua época, João, juntamente com os outros discípulos e discípulas de Cristo partilhavam aquilo que tinham visto e ouvido Dele. Desejavam que mais e mais pessoas fizessem parte daquela comunhão espiritual e de vida. Para João, guardar somente para si aquilo que tinha recebido de Deus, era mesquinho e pecaminoso, por isso, ele e seus companheiros e companheiras se colocaram em missão partilhando a comunhão com Deus Pai e seu Filho Jesus.
Essa era a identidade da verdadeira comunidade de Cristo, a partilha da vida por meio da comunhão. Cada pessoa que passava a fazer parte da comunhão completava a alegria do grupo.
Hoje, também partilhamos com quem convive conosco essa fé apostólica que recebemos através da tradição da Igreja. A fé e a salvação não se vende e nem se compra; a missão não é para se obter lucros financeiros, aliás, a missão nem é nossa, é de Deus, nós colaboramos com Ele partilhando aquilo que Dele recebemos.

Temos imensa alegria e satisfação em abrir nossa convivência para que mais pessoas participem da nossa comunhão, comum-união.
Rev. Adi Éber Pereira Borges†
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