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Artigo Reflexão: “Identidade progressiva”

Por: Rev. Adi Éber Pereira Borges†

“Muitos outros creram Nele, por causa da sua palavra, e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”. João 4.41-41

Em todas as interações relacionais é possível observar o movimento da progressividade. Ninguém se torna íntimo logo que conhece alguém. A amizade vai sendo construída ao longo da convivência, da mesma forma a confiança. Aliás, é preciso dizer que confiança não se impõe, mas se conquista e nessa mesma disposição a amizade também.

É por isso que o diálogo se torna tão importante em nossas interações, pois a partir de boas conversas e trocas de informações vamos aos poucos conhecendo melhor a quem se pretende conviver. Obviamente, o diálogo pressupõe respeito pela fala da outra pessoa, ou seja, ambas devem ter o direito de falar e expressar suas opiniões.

Quando Jesus chegou a uma cidade na região de Samaria, logo teve um encontro interessante, produtivo e dialogal. Aproveitou a oportunidade para desenvolver uma linda amizade e o anúncio de uma proposta de vida melhor, que fazia sentido e com expectativas futuras.

Jesus, na sua observação e perspicácia em perceber a real necessidade daquela mulher, oferece a ela a chance de uma vida plena da presença de Deus para sempre, e em quem ela podia confiar sem reservas.

Entretanto, foi necessário um acolhimento recíproco e um tempo de diálogo entre ambos para que a identidade de Jesus fosse revelada e a confiança estabelecida. O princípio do respeito e da progressividade estava em curso, e por isso a aceitação de Jesus, por parte não só da mulher mas também do povo daquela cidade, se tornou bem sucedida.

Quando Jesus inicia a sua conversa com a mulher samarita-na Ele era apenas um peregrino com sede; logo em seguida no desenrolar do diálogo, Jesus passa a ser alguém que tem maior importância do que Jacó, o qual tinha relevância exemplar para aquele povo; mais um pouco de conversa e informação dada por Jesus ela percebe que está diante de um profeta. Mas diante de um questionamento daquela que estava sedenta de água viva, Jesus mostra que Ele tem o caráter do verdadeiro adorador do Pai Celestial; finalmente, Jesus sente que é o momento propício para revelar que Ele é o Messias enviado de Deus.

Não tendo dúvidas, aquela mulher correu para anunciar aos seus compatriotas que tinha encontrado a Fonte da Vida. O texto termina com a maior de todas as revelações sobre aquela interação relacional; o povo reconhece em Jesus o Salvador do mundo. Eis a nossa busca, a fonte da salvação.

Temos nesse tempo quaresmal a chance de conhecer melhor a Jesus, o Cristo de Deus, o Salvador do mundo.

Rev. Adi Éber Pereira Borges†

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