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Artigo Reflexão: Não retenha, entregue

Rev. Adi Éber Pereira Borges †

“Se de alguns perdoardes os pecados, são lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos ”. João 20.23

Liturgicamente estamos respirando os ares pascais da ressurreição de Cristo. Para a fé cristã, a ressurreição é fator fundante e fundamental; assim como disse o Apóstolo Paulo, se Cristo não ressuscitou dos mortos, então a nossa crença e fé não possui valor algum.

Mas, já na cruz antes de dizer “ está consumado ” e antes de morrer, Jesus olha para aquelas pessoas representando toda a humanidade e suplica ao Pai que lhes perdoe, pois, não sabem o que fazem. Interessante como achamos linda essa atitude de Jesus de que mesmo diante do sofrimento, dor e morte altruisticamente deseja que seus algozes sejam perdoados e perdoadas.

Mas, e nós? Não podemos ter a mesma atitude? Seria impossível a nós a misericórdia, a piedade, a paciência e a absolvição? Seria possível vivermos em paz?

Após a sua ressurreição, Jesus vai ao encontro de seus amigos e amigas, discípulos e discípulas e lhes entrega a paz. Coisa magnífica, Jesus traz à humanidade algo que só pode vir da divindade, é Deus que nos concede a paz plena, verdadeira e eterna. Até aí tudo ótimo! O encontro estava fluindo muito bem.

Entretanto, Jesus lhes entrega também a responsabilidade de perdoar. Na mesma medida que Deus perdoou eles e elas, assim, deveriam perdoar seus semelhantes. E assim encontrariam sempre a paz. Páscoa é passagem da condenação para a salvação, da condenação para o perdão, da condenação para a paz.

Todas as pessoas erram, inclusive eu e você. Fico imaginando se todas as vezes que errei, fossem retidos o perdão. Com quem eu poderia conviver e me encontrar? Talvez, nem comigo mesmo. Como disse o Professor Wilhelm Wachholz perdão de pecados indica pacificação da vida, um novo tempo, uma nova chance, a partir da qual existe rompimento radical com o “ passado. O passado já não conta mais ”.

Para vivenciar a verdadeira Páscoa e viver em paz com Deus, com nosso irmão e nossa irmã e conosco mesmo é preciso a reconciliação; reconciliação pressupõe perdão. Sinceramente, mais do que nunca precisamos nos unir para a promover perdão, reconciliação e pacificação.

Todas as comunidades de fé devem ser extremamente acolhedoras, pacificadoras, amorosas e promotoras do perdão. Começando por mim e você, devemos estar sempre prontos e prontas para oferecer e entregar o perdão, pois, reter o perdão em nada nos ajudará.

Respondendo às perguntas acima, o poder de reconciliar e perdoar é dado à comunidade de Jesus Cristo, e na aliança que firmamos com Deus assumimos nossas responsabilidades; o perdão é uma delas.

Temos tudo para viver bem e em paz. Veja, experimente e acredite, não seja cético, mas creia no poder e na ação de Deus no mundo. Colabore!

Rev. Adi Éber Pereira Borges †

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