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Artigo Reflexão: O que você deseja?

Por: Rev. Adi Éber Pereira Borges

“Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?”. 1 Reis 3.9

Imaginemos duas cenas: Você resolveu que naquele cantinho do quintal da sua casa valeria a pena cultivar uma linda roseira que você ganhou. Naquela manhã de sábado você pegou as ferramentas e começou a cavar o buraco e em determinado tempo você descobre uma caixa de cimento enterrada. Ao abrir encontra algo preciosíssimo. O que fazer? Manter o material precioso ali onde só você sabe e não ter onde plantar a roseira? Ou retirá-lo e correr o risco de ser roubado?

A segunda cena: Você é convidado/a pelo Capitão Jack Sparrow, interpretado pelo ator Johnny Depp em Piratas do Caribe, para ir em uma expedição à procura de um grande tesouro. A proposta é dividir o tesouro em meio a meio, porém, os perigos da expedição são intensos. Você vai em busca do tesouro junto com Jack ou se contenta com a vida que tem?

O Rei Salomão tinha diante de si a chance de ouro, como diriam alguns, estava com a faca e o queijo na mão; Deus lhe deu a liberdade de pedir o que quisesse que Ele concederia. Prestes a assumir o governo de Israel, Salomão se considera ainda uma criança, reconhece suas fragilidades, sua inexperiência, sua incapacidade de conduzir a si mesmo, faz um pedido inusitado para alguém em suas condições. É de se esperar que alguém sem maturidade peça coisas próprias da imaturidade, mas Salomão surpreende e, abrindo mão de muitas coisas que seduz a mente humana, pede algo que interpretamos como sabedoria.

Nosso irmão de outrora, Francisco de Assis, certa vez declarou “Onipotente, santíssimo, altíssimo e sumo Deus, todo bem, sumo bem, bem total, que unicamente sois bom, nós vos rendemos todo louvor, toda glória, toda graça, toda honra, toda bênção e todos os bens. Amém”. Pra quem conhece a história de vida desse homem de Deus, sabe que essa declaração foi por ele vivida de forma autêntica.

Francisco de Assis, ao despojar-se e devolver tudo ao Pai, não desprezou nada de tudo quanto Deus colocou no mundo, mas descobriu o Reino de Deus e a sua justiça, e, por esse Reino, deixou tudo para ficar com o tesouro ou com a pérola mais preciosa que é o próprio Deus. Ao valorizar a natureza e os animais e buscar uma igualdade de subsistência da vida humana entendeu o grande valor do Reino de Deus.

E você, o que deseja da vida? Quais são os seus reais pedidos? O que de fato tem importância na vida? Quais são as prioridades? O que você é capaz de abrir mão pelo próprio Deus e o seu Reino?

A nós cabe pedir “venha a nós o vosso Reino” e empenharmo-nos na construção desse Reino aqui na terra.

Rev. Adi Éber Pereira Borges†

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