Artigo Reflexão: Teve poder para criar, tem poder para restaurar
“Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o Senhor Deus os criou”. Gênesis 2.4
Por: Rev. Adi Éber Pereira Borges
Ainda que tenhamos toda a culpa daquilo que vivemos em nossos dias e, não podemos transferir a culpa e justificar nossos erros acusando outros, e por conta disso nos distanciamos da divindade (morte espiritual) e a morte física passou a ser uma certeza para nós, Deus, sendo rico em misericórdia ajustou um plano para nos resgatar, regenerar e salvar. Isso já dissemos nos boletins anteriores.

Agora veja, o relato bíblico de Gênesis mostra-nos o poder criativo de Deus, e observando a biodiversidade do universo, podemos, não só dizer que Deus teve poder, mas que Deus é extremamente criativo no sentido da diversidade da Sua criação. Imagens, cores, perfumes e sons é de uma riqueza de detalhes que só um ser divino poderia imaginar e dar forma.
Entretanto, nós seres humanos maculamos a criação divina a ponto de Paulo, o Apóstolo, dizer que toda a criação geme de expectativa pela restauração. De certa forma e guardadas as devidas proporções, podemos dizer que toda a criação morreu junto com a humanidade, e agora, aguarda a ressurreição do último dia, e é sobre isso que quero meditar agora.
Na antiguidade, Deus deu vida à Sua criação e fez do ser humano alma vivente. João, o Evangelista diz que no Verbo que se encarnou havia vida e Ele a deu a nós; essa vida era a luz da humanidade. A mesma Escritura diz que o Verbo continua sendo e a luz permanece brilhando; sendo assim, podemos concluir que, se por Ele todas as coisas vieram a existir, por Ele também todas as coisas serão restauradas, o que Theodore Runyon chama de “A Nova Criação”.
Começando pela imago Dei (imagem de Deus) em nós, todas as coisas serão restauradas. Runyon citando John Wesley, um dos fundadores do movimento metodista, diz “Wesley entendia que o alvo de Deus era a transformação do momento presente, restaurando a saúde e a santidade à sua criação. Deus, portanto, entra na vida do mundo para renovar a criatura conforme a imagem divina e a criação conforme a vontade divina”.

Assim, podemos crer que, ainda que estejamos mortos Deus tem poder suficientemente para nos dar vida novamente, e a vida de Deus se manifesta ainda nesse tempo presente e se completará no futuro; haja vista que, por agora já podemos nos aproximar de Deus sendo reconciliados por Ele mesmo e receberemos a ressurreição eterna no futuro que Ele determinou.
Tudo será restaurado para a Sua glória; no final, todo joelho se dobrará e Deus será plenamente exaltado. A gênese celestial se manifestará de novo na terra trazendo paz e renovação. Termino deixando uma pergunta inquietante feita por Theodore Runyon: Se o objetivo de Deus é uma nova criação, pode o nosso ser menos do que isso?
Rev. Adi Éber Pereira Borges†





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