Deic deflagra operação “Última Cobrança” contra grupo suspeito de agiotagem e extorsão em Araçatuba e Rio Preto
Foto divulgação
Da redação Diego Alves
A Polícia Civil por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Araçatuba, deflagrou na manhã desta sexta-feira (08) a operação policial denominada “ÚLTIMA COBRANÇA”, voltada à investigação de crimes de associação criminosa, extorsão, lavagem de dinheiro e usura.

A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG/DEIC/DEINTER-10) e contou com apoio de todas as unidades do DEIC de Araçatuba, equipes da Delegacia Seccional de Polícia de Araçatuba e duas equipes da DEIC/GOE de São José do Rio Preto.
Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Araçatuba e dois em São José do Rio Preto, além de cinco mandados de prisão temporária expedidos contra os investigados. Ao todo, foram presas três mulheres e dois homens.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava na prática de agiotagem, cobrando juros considerados abusivos e utilizando ameaças graves para exigir o pagamento das dívidas. A polícia apurou ainda que vítimas tinham bens e valores subtraídos como forma de cobrança ilegal.

Nas diligências, os policiais apreenderam R$ 32.141,00 em dinheiro, anotações relacionadas à agiotagem, celulares, notebooks e aparelhos eletrônicos entregues por vítimas como garantia dos empréstimos.
Também foram localizados um simulacro de pistola, supostamente utilizado para intimidar vítimas, além de munições de diversos calibres. Um dos investigados foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogadas ou convertidas em prisão preventiva, conforme o andamento das investigações.
Para o cumprimento da operação, foram mobilizadas 12 viaturas e cerca de 50 policiais civis das cidades de Araçatuba e São José do Rio Preto.
A Polícia Civil reforçou que a prática de empréstimos com cobrança de juros abusivos, bem como cobranças mediante ameaças e constrangimentos, configura crime. A orientação é para que vítimas procurem imediatamente a unidade policial mais próxima para registrar ocorrência.

Os investigados poderão responder pelos crimes apurados com penas que, somadas, podem chegar a até 30 anos de reclusão.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e apurar novos crimes ligados ao grupo criminoso.



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