Delegado Cotait retorna à Deic após Corregedoria arquivar denúncias
Foto ilustrativa
Da redação Diego Alves
O delegado Carlos Henrique Cotait vai reassumir o comando da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Araçatuba, após permanecer cerca de um ano e meio afastado da função. A decisão foi publicada no Diário Oficial na última sexta-feira (27) e assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.

Antes de retornar ao cargo, Cotait exercia uma função administrativa na corporação, sem atuação em investigações, sendo responsável pela fiscalização de contratos da polícia na cidade.
O retorno ocorre meses após o corregedor-geral da Polícia Civil, João Beolchi, arquivar uma apuração preliminar que analisava denúncias feitas pelo hacker Patrick Brito. Ele alegou ter recebido dados sigilosos da equipe do delegado para invadir dispositivos de investigados e obter provas de forma ilegal.
Ao determinar o arquivamento, a Corregedoria concluiu que as acusações eram “infundadas”.
Apesar disso, o caso segue sob investigação do Ministério Público Federal, que negocia um acordo de colaboração premiada com Brito. Segundo a procuradora da República Gabriela Saraiva Hossri, o hacker apresentou mais de 70 documentos que indicariam a “possível participação de policiais civis” no esquema.
O caso veio à tona após denúncia envolvendo a Operação Raio-X, deflagrada em agosto de 2020 para apurar suspeitas de desvio de recursos em contratos entre prefeituras e organizações sociais.
Um dos alvos da operação, o médico Franklin Cangussu Sampaio, relatou ter sido vítima de extorsão após ter o celular apreendido. Posteriormente, foi identificado que Brito seria o autor do crime. O hacker afirmou que obteve as informações utilizadas na invasão por meio de contatos com a equipe de Cotait.

Após procedimentos conduzidos por corregedorias em cidades como Santos, Araçatuba e Iguape, que resultaram no afastamento de apenas um policial, dois inquéritos foram instaurados pela Justiça Federal em 2024 com base nas denúncias apresentadas.
Em declaração anterior, Cotait negou as acusações, afirmando que as provas apresentadas foram “montadas” e que não é investigado pelo MPF.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as acusações contra o delegado não foram comprovadas, conforme conclusão do procedimento mais recente.
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