Filho é condenado a 25 anos de prisão por matar a própria mãe a marteladas em Araçatuba
Tribunal do Júri reconheceu todas as qualificadoras, incluindo feminicídio, motivo torpe, meio cruel e vítima idosa. Pena será cumprida imediatamente em regime fechado.
Foto reprodução
Da redação Diego Alves
Após horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Araçatuba condenou, nesta quinta-feira (16), Aqueharu Yamaguchi Junior pelo assassinato da própria mãe, Alzira Pinto da Silva, de 74 anos. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras do crime.
O Júri reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além da causa de aumento de pena pelo fato de a vítima ser idosa. Aqueharu foi condenado a 25 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

O juiz presidente, Carlos Gustavo de Souza Miranda determinou a execução imediata da pena, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri autoriza o início do cumprimento da condenação imposta pelos jurados, independentemente do total da pena aplicada. O Ministério Público não vai recorrer.
Crime ocorreu em 2020
O homicídio aconteceu na noite de 8 de outubro de 2020, na residência da vítima, no bairro Jardim Nova Iorque, em Araçatuba. Alzira Pinto da Silva também era mãe do ex-vereador Cláudio Henrique da Silva.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por vingança. Aqueharu havia retornado do Japão pouco antes do homicídio e passou a morar com a mãe. Conforme as investigações, a convivência entre os dois era marcada por conflitos relacionados ao uso de drogas pelo acusado.
Ainda de acordo com a denúncia, quatro dias antes do crime, Alzira teria agredido o filho com um pedaço de madeira após encontrá-lo consumindo entorpecentes em um bar. O episódio ocorreu em público e, conforme sustentou o Ministério Público, o acusado se sentiu humilhado e decidiu matar a mãe.
Na noite do crime, Aqueharu teria aguardado a chegada da vítima armado com um martelo. Após Alzira entrar no quarto para trocar de roupa, foi surpreendida e atingida inicialmente por golpes nas costas. Em seguida, já caída no chão e pedindo para que o filho parasse, foi imobilizada pelo pescoço e atingida diversas vezes na cabeça.

A denúncia aponta ainda que, após o homicídio, o acusado tomou banho para retirar o sangue do corpo, trocou de roupa, pegou dinheiro da carteira da mãe e saiu da residência utilizando o carro da vítima para comprar cocaína. Alzira morreu no local.
Confissão
As investigações apontaram que, logo após o crime, Aqueharu telefonou para familiares, chorando, e confessou o assassinato. Na manhã seguinte, procurou a casa de um primo bastante alterado e manifestando intenção de tirar a própria vida. Convencido pelos familiares, decidiu se entregar à polícia e também confessou o homicídio durante o inquérito policial.
Com a decisão desta quinta-feira, o acusado permanecerá preso para o cumprimento imediato da pena de 25 anos de reclusão em regime fechado.
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