Imersão prática capacita alunos de Medicina Veterinária no manejo de animais silvestres e exóticos
Os alunos realizaram individualmente técnicas de contenção física e treinaram o exame clínico completo dessas espécies (foto divulgação)
Da redação Diego Alves
O UniSALESIANO promoveu a oficina “Imersão prática em contenção física de animais silvestres e exóticos”, voltada aos alunos do 9º termo do Curso de Medicina Veterinária. A recente atividade foi conduzida pela médica veterinária, Débora Bruno, docente das disciplinas de Clínica de Animais Silvestres e Ornitopatologia.

Realizada em dois períodos, manhã e tarde, a oficina contou com a participação de aproximadamente 50 acadêmicos, divididos em grupos devido à alta adesão. Além dos alunos do 9º termo, integrantes da Liga de Estudos em Animais Silvestres (LEAS), coordenada pela própria professora, também participaram e auxiliaram na organização.
Durante a imersão, os acadêmicos tiveram contato direto com diferentes classes de animais, incluindo aves, répteis e mamíferos. Entre as espécies trabalhadas estavam jabutis, serpentes, agapornes, ring neck, galinhas, porquinhos-da-índia, ratos, camundongos e hamsters. Parte dos animais foi levada pelos próprios alunos, enquanto outros foram disponibilizados com o apoio do médico veterinário, Matheus Guedes, ex-aluno da instituição.
Sob supervisão direta, os alunos realizaram individualmente técnicas de contenção física e treinaram o exame clínico completo dessas espécies. “Entre as práticas desenvolvidas, destacam-se a ausculta cardíaca com estetoscópio e Doppler — especialmente relevante em répteis —, inspeção geral, avaliação da cavidade oral com uso de abre-boca e orientações sobre a abordagem segura e adequada de cada grupo animal”, enumerou a docente.
Segundo Débora, a contenção física, que consiste no manejo seguro do animal para viabilizar exames e procedimentos, foi um dos principais focos da atividade. “Cada espécie apresenta particularidades comportamentais e fisiológicas que exigem técnicas específicas. Durante a oficina, os alunos puderam compreender que a abordagem inicial é determinante para um atendimento eficaz, respeitando os limites do animal e reduzindo fatores de estresse, que podem comprometer tanto a saúde quanto a qualidade do exame”, explicou.

SEGURANÇA
Outro ponto destacado foi a segurança do profissional. Diferentes espécies apresentam mecanismos de defesa variados, como mordidas, arranhões e movimentos bruscos, exigindo preparo técnico e uso adequado de equipamentos.
A atividade também incorporou o uso de tecnologias, como a dermatoscopia com visualização ampliada em tablet, permitindo a análise detalhada de pelos, penas e escamas. Os alunos ainda tiveram contato com instrumentos específicos de contenção, como cambões, pinças e luvas apropriadas, fundamentais para a prática clínica segura.










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