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Jovem morta por namorado pode ter sido estuprada antes de ser assassinada em Araçatuba

Da redação Diego Alves

A influenciadora digital Karen Vitória Mariano Pereira, de 19 anos, teria sido torturada e estuprada antes de ser morta pelo namorado, Givanildo Freitas dos Santos, 43, na madrugada da última sexta-feira (20), em um condomínio de apartamentos, no bairro Vila Alba, em Araçatuba (SP). Ele também morreu em confronto com a Polícia Militar.

A informação das agressões sofridas pela jovem momentos antes de morrer é da amiga da influenciadora digital, Isabele Gabrieli. Em conversa com a repórter Patrícia Calderón, do portal UOL, ela contou que começou a receber mensagens de Karen às 22h52de quinta-feira (18).

Na conversa, a vítima contou que tinha apanhado do namorado. Ela ainda revelou que havia sido enforcada e estuprada após se negar a ter relação sexual com o acusado. A amiga de Karen teria fornecido todos os prints da conversa para a repórter do portal de notícias.

Em um áudio enviado para esta mesma amiga, é possível ouvir Karen balbuciando a palavra “inferno”. Familiares suspeitam que a jovem estava escondida em algum cômodo do apartamento quando enviou as mensagens.

Shirley Cristina Torelli Mariano, tia da vítima, disse que a sobrinha já havia reclamado de brigas com o namorado e que eles já tinham se separado algumas vezes. A própria tia disse que chegou a orientar a jovem para que ela voltasse para sua casa, no município de Lins (SP).

Karen atuava como influenciadora digital em duas redes sociais e tinha cerca de 115 mil seguidores na soma das plataformas. No início do ano, ela a chegou a publicar um vídeo em uma das plataformas, no qual ela mostrava marcas vermelhas, de agressão, no pescoço e braços. Ela chegou a escrever na legenda que era apenas um desabafo e que apagaria as imagens. O que acabou não fazendo.

Segundo Shirley, a gravação foi da primeira vez em que a sobrinha foi agredida, no início do ano.

GRÁVIDA

A tia afirmou que Karen fez um teste de gravidez e tinha dado positivo, mas a família aguarda o resultado da perícia.

O corpo de Karen foi sepultado um dia após o crime, em Lins. A família dela mora no bairro Santa Teresinha, é de baixa renda e precisou do apoio do Fundo Social de Solidariedade da cidade para o translado e serviço de funeral.

A mãe da jovem passa por tratamento médico contra um câncer de mama, o que agravou ainda mais a situação financeira da família.

LIVE

Givanildo era terapeuta e administrava uma clínica para recuperação de dependentes químicos. Após assassinar a namorada com uma facada no pescoço ele postou inúmeras mensagens em seu perfil no facebook, onde usou frases desconexas misturando pedidos de perdão com devoção.

Ele ainda fez uma live, onde transmitiu ao vivo toda a chegada da Polícia Militar no local do crime e a negociação, na qual, durante todo o tempo, foi encorajado a se entregar. A transmissão foi interrompida quando ele entrou em luta corporal com policiais e acabou vitimado com dois disparos de uma arma de choque, letal.

O corpo de Givanildo foi sepultado em sua cidade natal, Guararapes (SP), sem serviço de funeral, no final da tarde do dia do crime.

No apartamento onde os fatos ocorreram a polícia apreendeu a faca usada pelo terapeuta para matar a namorada, o celular dela que foi encontrado quebrado, um estojo com uma arma e uma mochila contendo anabolizantes e substância aparentando ser cocaína.

INQUÉRITO

Após confirmado o feminicídio e o homicídio, o tenente PM, Renato dos Reis, telefonou para o delegado de polícia Juliano Albuquerque e para o promotor de Justiça, Adelmo Pinho. As duas autoridades estiveram no local e chamaram a perícia para colher provas. Foi feito também um exame residuográfico nas mãos do policial que disparou os dois tiros fatais contra o acusado.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as duas mortes — um homicídio qualificado, com autoria de Givanildo, e o perpetrado pelo PM, que afirma ter agido em legítima defesa, já que o acusado investiu contra ele e tentou retirar a arma de suas mãos com uma faca em punho. O inquérito da Polícia Civil não tem prazo para ser concluído. Durante a investigação poderá ser requerida uma reconstituição do crime. 

Fonte; Portal 018 News

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