Menino que comeu lanche com chumbinho recebe alta médica na Santa Casa de Araçatuba
Foto: ilustrativa
Da redação Diego Alves
O menino de 8 anos que foi envenenado pela mãe, recebeu alta médica nesta quinta-feira (04), na Santa Casa de Araçatuba. A criança foi envenenada após comer um lanche, oferecido pela mãe, na noite de sexta-feira (29), em Araçatuba (SP). A mãe também comeu o alimento e segue internada em um hospital em Mirandópolis (SP).

De acordo com a Santa Casa de Araçatuba, o menino havia sido transferido da UTI Pediátrica para um leito de enfermaria na terça-feira (02) e após permanecer em observação recebeu alta médica nesta quinta-feira (04).
A Santa Casa destacou o importante trabalho das equipes médicas e multidisciplinares da UTI Pediátrica, que garantiu a estabilização do paciente desde a chegada, nas intercorrências registradas, e consequentemente a melhora e recuperação da criança.
PRISÃO
A Polícia Civil solicitou a prisão temporária da mulher de 47 anos, que colocou veneno em um lanche que comeu junto com o filho, na noite de sexta-feira (29), em Araçatuba. O caso é investigado como tentativa de homicídio. A justiça decretou a prisão preventiva e a mulher segue internada sob escolta policial, em um hospital em Mirandópolis (SP).

De acordo com o boletim de ocorrência, a situação só foi descoberta porque a mulher fez diversos telefonemas logo após o ato, o que possibilitou que familiares conseguissem prestar socorro imediato.
Segundo o delegado responsável pelo caso, mãe e filho saíram de Valparaíso, onde moram, para passar o aniversário dela em Araçatuba. Na cidade, a mulher teria comprado o veneno conhecido como “chumbinho” e misturado a um lanche consumido pelos dois. Em seguida, ela iniciou a viagem de volta para Valparaíso.
Durante o trajeto, a mulher telefonou para várias pessoas, incluindo uma vizinha, que acionou o irmão para procurar mãe e filho. Os dois foram encontrados em uma praça de pedágio na Rodovia Marechal Rondon (SP-300) e levados ao hospital de Valparaíso. A Polícia Militar foi chamada para registrar a ocorrência.

O delegado informou que os telefonemas não caracterizam, a princípio, arrependimento, já que a mulher não pediu ajuda diretamente em nenhum momento. A investigação também busca identificar onde o veneno foi adquirido.
Familiares relataram que a mulher sofre de quadro grave de depressão e está separada do pai da criança.
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