Ministério Público denuncia 26 pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro em Penápolis
Foto divulgação
Da redação Diego Alves
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do 1º Distrito Policial de Penápolis, concluiu uma investigação de alta complexidade que resultou na denúncia de 26 pessoas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O caso teve início após uma denúncia recebida em dezembro de 2024 e culminou na deflagração da chamada “Operação Ostentatio”, realizada em 17 de março de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados.
Durante a operação, policiais civis apreenderam aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais supostamente utilizados pelo grupo criminoso.
De acordo com as investigações, a organização atuava de forma estruturada e com divisão de tarefas, utilizando contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas” ou “penas”, além de empresas de fachada, boletos fraudulentos e plataformas digitais para aplicar golpes eletrônicos e ocultar os valores obtidos ilegalmente.
A apuração identificou intensa movimentação financeira pulverizada, uso de documentos de terceiros, abertura de contas digitais e criação de pessoas jurídicas fictícias para dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários do esquema.

Ainda segundo a Polícia Civil, a perícia realizada nos aparelhos apreendidos revelou centenas de conversas, boletos fraudulentos, comprovantes bancários, dados pessoais de terceiros e grupos utilizados para coordenar as atividades criminosas.
Após representação do delegado Thales Eduardo Anhesini, o Poder Judiciário decretou, em 20 de março de 2026, a prisão preventiva de três dos principais investigados. No mesmo dia, um homem de 29 anos foi capturado e indiciado.
O inquérito policial foi concluído em 27 de abril de 2026, com o indiciamento de 23 investigados. Com base nas provas reunidas pela Polícia Civil, o Ministério Público ofereceu denúncia contra 26 pessoas pelos crimes previstos na Lei de Organização Criminosa e na Lei de Lavagem de Dinheiro.
Além disso, o Ministério Público requereu a manutenção das prisões preventivas já decretadas — dois investigados seguem foragidos — e também o perdimento dos bens apreendidos durante a operação.

A denúncia foi integralmente aceita pela 3ª Vara de Penápolis em 30 de abril de 2026.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outras pessoas e empresas que possam ter sido utilizadas pelo grupo criminoso, além de novas vítimas relacionadas aos golpes praticados.
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