MULHER TEM CÉREBRO OPERADO EM HOSPITAL DE RIO PRETO ENQUANTO ESTAVA ACORDADA

Uma paciente de 52 anos foi mantida acordada enquanto médicos retiravam um tumor de seu cérebro em um hospital particular de Rio Preto. O procedimento médico de última geração teve objetivo de evitar sequelas motoras da mulher.

A operação foi realizada pelo neurocirurgião oncológico Ricardo Caramanti, do Austa Hospital, acompanhado pelo médico neurofisiologista Matheus Laurenti.
A cirurgia aconteceu no dia 28 de abril. A paciente, a advogada Sueli Vieira de Souza, recebeu alta médica na manhã desta quarta-feira, 4, após uma série de exames. Ela foi liberada para continuar o tratamento em casa, em Água Boa, estado do Mato Grosso.
“Foi muito tranquilo, porque tenho muita confiança no médico. Não tive nenhum problema. Não hesitei em nenhum momento. Escutei tudo, participei do que era necessário (durante a cirurgia). Estou tudo bem, com alta para ir para casa”, diz a paciente, que é especialista em direito previdenciário, casada e mãe de dois filhos.
Durante a cirurgia, Sueli mexeu as mãos e braços e descreveu figuras mostradas pelos médicos enquanto operavam o cérebro.

Chamada de Awake, que significa “acordado” em português, a técnica cirúrgica é indicada para pacientes que têm o tumor no lado direito do cérebro, área responsável pela fala ou a motricidade de braços e pernas.
Para evitar que o ato cirúrgico resulte no comprometimento da fala ou dos movimentos, a equipe médica do Austa pede que a paciente mexa mãos e braços para ter certeza de que não haverá sequelas.
“Esta cirurgia é um procedimento muito avançado, minimamente invasivo, e que dá segurança a nós e ao paciente de que, ao tratar do tumor, não causaremos danos ao funcionamento do corpo”, ressalta o médico Ricardo Caramanti.
Para ser possível este procedimento, a equipe médica contou com equipamentos como eletrodos e aspiradores inteligentes que permitem localizar a área exata do cérebro que comanda os braços ou a fala.

Antes de iniciar a cirurgia, a paciente recebe anestesia geral, permanecendo desacordada durante o tempo pré-estabelecido pela equipe médica até o momento em que precisa ser desperta. Ela então recebe anestesia local, que atua somente na região da cabeça, permitindo movimento de braços e mãos ao comando dos médicos.
“Não há qualquer desconforto à paciente, pois o cérebro não possui terminações nervosas de captação de dor, sendo possível fazer os testes e, em seguida, retirar o tumor sem riscos a ela”, explica o neurocirurgião.
Animada, a advogada afirma que seu maior desejo é retornar o quanto antes para sua residência, em Água Boa, para retomar sua vida normal. “Que as pessoas não desistam. Se puder façam cirurgias, não tem problema. Quem por ventura tem que realizar um procedimento, faça sem medo”, disse a paciente.

Fonte:VotuNews
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