Polícia Civil esclarece denúncia de estupro e descobre falsa comunicação de crime em Birigui
Investigação do 1º Distrito Policial reuniu imagens de câmeras de segurança e laudo pericial; após ser confrontada com as evidências, pessoa que denunciou o caso admitiu ter inventado a ocorrência.
Foto divulgação
Da redação Diego Alves
A Polícia Civil, por meio do 1º Distrito Policial de Birigui (SP), concluiu as investigações sobre uma denúncia de estupro que mobilizou equipes de segurança e serviços de atendimento público no município. De acordo com o delegado Ícaro de Oliveira Borges, as diligências apontaram que o crime denunciado não ocorreu e que a pessoa responsável pelo relato admitiu ter apresentado informações falsas.
O caso foi registrado no Plantão Policial após o acionamento da Polícia Militar. Na ocasião, a pessoa que se apresentou como vítima relatou ter sido abordada violentamente no bairro Vila Roberto, agarrada por trás e levada à força contra um muro, onde teria sofrido violência sexual. Também afirmou que sua cabeça teria sido empurrada contra a parede durante uma tentativa de resistência.

No dia seguinte, durante depoimento formal no 1º Distrito Policial, a versão apresentada sofreu alterações. Segundo o registro da investigação, a pessoa declarou que teria sido abordada verbalmente e conduzida, sob ameaça de morte, até um terreno baldio.
Investigação
Sob a coordenação do delegado Ícaro Oliveira Borges, a equipe policial solicitou exame sexológico ao Instituto Médico Legal (IML) e realizou diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
Os investigadores também obtiveram e analisaram imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região. Conforme a Polícia Civil, as gravações mostraram a pessoa que fez a denúncia e o homem apontado como suspeito conversando e, posteriormente, caminhando lado a lado, sem sinais aparentes de violência ou coação nas imagens analisadas.
O laudo pericial, por sua vez, não identificou lesões corporais nem elementos materiais que confirmassem a violência sexual relatada. A corporação ressalta que as conclusões decorreram da análise conjunta dos elementos reunidos durante a investigação.
Pessoa admitiu ter inventado ameaças
Após ser intimada para prestar novos esclarecimentos e confrontada com as evidências, a pessoa que havia feito a denúncia admitiu, segundo a Polícia Civil, que não havia relatado os fatos verdadeiros nas declarações anteriores.
Ainda conforme a investigação, ela afirmou que manteve relações sexuais consensuais e inventou a existência de uma arma e de ameaças de morte por nervosismo e arrependimento, após conversar por telefone com uma amiga.

A denúncia inicial provocou a mobilização de diferentes serviços públicos, incluindo equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e de atendimento médico-hospitalar, além da realização de exame no IML e da abertura de investigação policial.
Diante dos elementos apurados, o 1º Distrito Policial instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para apurar, em tese, o crime de comunicação falsa de crime contra a Administração da Justiça. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
A responsabilização criminal dependerá da análise das autoridades competentes e do andamento do procedimento judicial.
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