Réu é condenado a 14 anos e 7 meses de prisão por homicídio e ocultação de cadáver em Araçatuba
Foto reprodução
Da redação Diego Alves
O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou, nesta quinta-feira (26), Edielson José Santos de Oliveira pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver da jovem Franciele Amanda de Oliveira, assassinada em junho de 2023. A decisão dos jurados foi unânime, resultando em uma pena total de 14 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado, além do pagamento de nove dias-multa.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu em uma residência de madeira localizada na Rua Regina, sem número, em Araçatuba. Na ocasião, Edielson, Franciele e outra acusada estavam consumindo bebidas alcoólicas e entorpecentes quando uma discussão teria levado ao ataque fatal.

As provas colhidas durante a investigação apontaram que Edielson asfixiou Franciele até a morte. Em seguida, com o auxílio de outro homem, ele ocultou o corpo da vítima. O cadáver foi colocado em uma carriola e levado até a Travessa Manoel de Nóbrega, onde foi posicionado sob um pneu e incendiado. O corpo carbonizado foi encontrado apenas em 7 de julho de 2023.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade do homicídio e confirmaram que a morte foi causada por asfixia, além de rejeitarem qualquer possibilidade de absolvição. Também foi confirmada a qualificadora da asfixia, o que agravou a pena imposta. Quanto ao crime de ocultação de cadáver, a autoria também foi atribuída a Edielson, sendo novamente rejeitada sua absolvição.
Na sentença, o juiz responsável considerou agravantes como a frieza do crime, cometido após uma confraternização na casa da própria vítima, além da conduta social reprovável de Edielson, que admitiu ser usuário de crack. A pena-base foi inicialmente fixada em 16 anos, mas foi reduzida para 13 anos e 4 meses devido à confissão espontânea do réu. Pelo crime de ocultação de cadáver, a pena foi de 1 ano e 6 meses, reduzida para 1 ano e 3 meses, também em razão da confissão. Somadas, as penas chegaram ao total de 14 anos e 7 meses de reclusão.

O juiz determinou a prisão imediata de Edielson, com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a execução da pena após condenação pelo Tribunal do Júri, mesmo sem o trânsito em julgado.
Outros dois envolvidos no caso — Jaine Borges da Silva, acusada de participação no homicídio, e Ederson da Silva Godoy, acusado de ajudar na ocultação do cadáver — ainda aguardam julgamento.
Compartilhem, deixe seu Like





Crise: AEA demite técnico após nova derrota no Paulista da Série A4
Homem é preso por violência doméstica após ameaçar e agredir esposa e enteada em Birigui
GCM detém dois por pichação no córrego Biriguizinho e apreende materiais no Centro de Birigui
Com o “gol que o Pelé não fez”, Bandeirante vira no fim, vence a primeira e deixa a zona de rebaixamento da A3
Homem é preso após arrombar porta da Câmara Municipal de Piacatu
Motociclista de 28 anos morre após colisão contra canteiro central na Avenida João Cernach, em Birigui
12º BAEP prende homem com mandado por desacato e lesão corporal em Penápolis