Treinador de futebol é acusado por abuso sexual contra adolescente em Araçatuba
Foto Ilustrativa
Da redação Diego Alves
A mãe de um estudante de 12 anos procurou a Polícia Civil para denunciar um caso de abuso sexual contra o seu filho, praticado por um técnico de futebol de 42 anos, em Araçatuba (SP). O homem teria se aproveitado da confiança da família para cometer os crimes. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), nessa sexta-feira (7).

A mulher, que tem 52 anos, contou à polícia que seu filho sonhava em ser jogador de futebol e amigos indicaram o técnico para treinar o menino.
Como o garoto mora em um assentamento, distante do clube, localizado na avenida Baguaçu, o técnico se ofereceu para levar e trazer seu filho aos treinos. No entanto, se aproveitava para, durante o trajeto de ida e volta, e também nos treinos, para molestar a vítima.
O adolescente confessou à mãe que vem sendo molestado sexualmente há um ano, desde novembro do ano passado, quando passou a frequentar os treinos no clube.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem mandava o menino se deitar perto do seu genital e se tocava, como forma de assediar o garoto.
Em um episódio dentro do carro, segundo o boletim de ocorrência, o técnico parou o carro e mostrou vídeos de conteúdo sexual ao garoto, no celular.

Além disso, quando chegavam cedo ao clube, o homem mandava o menino ir ao banheiro e subir em um banquinho e, na sequência, tirava o short e a cueca do garoto.
Em outras ocasiões, conforme o relato à polícia, o homem tirava a roupa da vítima, colocava o seu pênis para fora das calças e fazia o menino tocar o seu órgão.
Na volta para casa, fazia as mesmas coisas, além de forçar o menino a beijar o seu rosto e a abraçá-lo, mesmo contra a sua vontade.
A vítima revelou que o agressor a ameaçava para que não contasse os fatos a ninguém.
A denúncia foi formalizada após a criança ter coragem de revelar os abusos à mãe. A Polícia Civil vai investigar o caso.

NOTA
A assessoria da Escolinha de Futebol que está atualmente no clube se manifestou através de nota:
“A escolinha que está no clube atualmente informou que o investigado não faz parte da equipe técnica atual. O caso relatado teria ocorrido no período em que outro profissional atuava na formação de atletas. O profissional que hoje ocupa o cargo de técnico da categoria assinou contrato apenas em agosto de 2025, já após os fatos que estão sendo apurados pela polícia”.
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