Artigo Reflexão: “Chamou-nos à comunhão”

Da redação Diego Alves
“Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”. 1 Coríntios 1.9
Em tempos modernos onde meros desconhecidos são chamados de amigos nas redes sociais, é preciso valorizar aquelas pessoas que, de fato, querem manter uma amizade sincera e profunda com a gente.

Ainda existem, e que bom que ainda existem, amizades sinceras, pessoas que querem estar com você, querem partilhar a vida e as experiências que nela se encontrem.
Nessa semana iniciamos um novo ano litúrgico com novas expectativas, novas experiências eclesiais e bíblicas, mas também renovamos a esperança, a fé, o amor e a paz, pois, contaremos e vivenciaremos mais uma vez a história da salvação. Iniciamos essa jornada com o Tempo do Advento anunciando a chegada do Cristo, nosso Messias enviado por Deus.
Nas quatro semanas do Advento que antecedem o Natal somos chamados e chamadas à reflexão e à preparação para o encontro com Jesus Cristo, nosso Senhor. Esse Jesus ao qual o Apóstolo Paulo se refere, é aquele mesmo indicado pelo evangelista João que disse aos seus discípulos e discípulas que não os chamava mais de servos, mas sim de amigos e amigas (João 15.15).

O Advento, principalmente, nas duas primeiras semanas nos chama a refletir sobre um dos essenciais pilares da nossa fé, ou seja, a certeza de que Ele, o Senhor, voltará com grande poder e glória. Acontecerá de novo e de forma definitiva uma segunda Epifania (a manifestação do Messias); a fé cristã se firma nessa promessa, Ele disse que iria preparar-nos um lugar e voltaria para nos buscar.
E a nós, não nos importa a data, lugar ou circunstância em que isso acontecerá, mas se estamos preparados para essa volta; isso nos leva ao segundo ponto de relevância e objetivo do período do Advento, devemos nos preparar e estarmos bem preparados para essa vinda.
Afinal de contas, para isso fomos chamados e chamadas, para a comunhão com Ele e com nossos irmãos e irmãs. A nossa comunhão com Deus é de uma amizade ímpar, fiel, profunda e de muita compreensão, mas também é coletiva, comunitária que deve nos levar a amizades aqui na terra que refletem a imagem divina de confiabilidade, compreensão da vida e história de quem comunga conosco; nossa amizade e companheirismo na missão também deve ser intensa, profunda, verdadeira. Assim como o espelho reflete quem somos, nossa irmandade deve refletir nossa amizade e comunhão com Deus.

Me atulho de esperança por saber da possibilidade que há nos caminhos da vida, nos caminhos da missão e no único caminho que nos leva até Deus de conquistar a tua amizade, irmandade e comunhão.
Acredito 100% que podemos viver na amizade por meio da comunhão, da comum-união onde nos respeitamos e nos aceitamos. É só permitir que o dom do amor apareça entre nós.
Rev. Adi Éber Pereira Borges†





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