Caminhão bitrem fica preso em rua proibida e volta a levantar alerta sobre trânsito de veículos pesados em Glicério
Foto Everaldo Marques
Redação Everaldo Marques
Um caminhão bitrem canavieiro ficou preso na esquina da rua Seis com a rua Três, na manhã desta sexta-feira (15), em Glicério, após tentar realizar uma conversão em uma via claramente incompatível com veículos deste porte.

A cena chamou a atenção de moradores e motoristas que passavam pelo local, principalmente pelo fato de o trânsito de caminhões ser proibido naquela região. Além disso, a rua é extremamente estreita, tornando praticamente impossível que um veículo desse tamanho conseguisse realizar a manobra sem causar transtornos ou colocar pessoas em risco.
Para a remoção, o veículo precisou ser desengatado e a parte traseira rebocada por um outro caminhão, a rua foi liberada por volta das 9h da manhã.
O episódio reacende uma preocupação antiga da população de Glicério: o desrespeito constante às regras de circulação de veículos pesados dentro da cidade. Mesmo com placas de sinalização espalhadas em diversos pontos e com legislação municipal proibindo o tráfego de caminhões no centro e em determinadas vias, ainda é comum flagrar carretas e veículos de grande porte circulando por locais proibidos.

A restrição existe justamente devido ao intenso fluxo de caminhões ligados às usinas de cana-de-açúcar da região e ao escoamento agrícola durante os períodos de safra. O objetivo da medida é preservar a segurança de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, além de evitar acidentes, danos à estrutura urbana e congestionamentos em ruas que não possuem capacidade para receber esse tipo de veículo.
O caso desta sexta-feira poderia ter terminado de forma ainda mais grave. Um caminhão desse porte, em uma via estreita e movimentada, representa risco constante de colisões, atropelamentos e bloqueios no trânsito.
E o alerta não é exagero
No dia 21 de janeiro de 2025, uma mulher de 49 anos morreu após ser atropelada por um caminhão em Glicério. Segundo informações da época, além de o motorista ter invadido a preferencial, o veículo também trafegava em uma rua onde a circulação de caminhões e veículos de grande porte era proibida.
RELEMBRE O CASO
Regina Célia dos Santos, de 49 anos, fazia entregas de marmitas quando foi atropelada por um caminhão de carga que transitava em local proibido para veículos pesados. Segundo relatos, o motorista não respeitou a sinalização de “Pare”, atropelou e arrastou a vítima. Ela morreu no local.

A legislação brasileira prevê restrições de horários e locais para circulação de veículos de carga em áreas urbanas justamente para evitar tragédias como essa. No entanto, quando há desrespeito às normas, imprudência ou até mesmo falta de fiscalização, o risco para a população aumenta consideravelmente.
Moradores cobram fiscalização mais rigorosa e medidas efetivas para impedir que caminhões continuem ignorando as proibições dentro da cidade.
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