Projeto fortalece rede de proteção de Araçatuba para prevenir violência contra crianças e adolescentes com deficiência intelectual
Foto divulgação
Da redação Diego Alves
Araçatuba sediou, nesta terça-feira (16), o primeiro Ciclo de Formação “Territórios e Redes: deficiência, autonomia e prevenção à violência”, promovido pelo Instituto Jô Clemente, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca).

O evento teve como objetivo capacitar profissionais da Assistência Social, Saúde e Educação, que integram a rede de proteção e garantia de direitos do município, para identificar sinais de violência contra crianças e adolescentes com deficiência intelectual e qualificar o acolhimento das vítimas.
Realizada na Câmara Municipal, a iniciativa contou com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo (SEDS-SP), da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD-SP) e da Prefeitura de Araçatuba.
O encontro contou com duas palestras. A consultora de Diversidade, Equidade e Inclusão, Walleria Suri, abordou o tema “Deficiência: um convite para conhecer as diferenças”. Em seguida, a psicóloga Jennifer do Nascimento Pedrero conduziu a palestra “Pensando sobre a Deficiência Intelectual”.

FORTALECIMENTO DA REDE
O secretário municipal de Assistência Social, Edson Neves Terra Júnior, esteve presente no evento e destacou a importância do ciclo formativo para fortalecer a articulação da rede de proteção em Araçatuba e ampliar o debate sobre os direitos das crianças e adolescentes com deficiência intelectual.
“Sabemos que a proteção de crianças e adolescentes com esse tipo de deficiência exige uma articulação mais integrada e efetiva. Essa formação contribuirá para qualificar os profissionais que atuam diretamente com esse público e para o aprimoramento das políticas públicas nos territórios”, afirmou.
A secretária municipal de Educação, Ana Paula Braga, ressaltou que a capacitação dos profissionais da educação, saúde e assistência social é estratégica, uma vez que eles são responsáveis por identificar e intervir em situações de violência e violação de direitos, além de acolher as vítimas.
“Esse é um tema que exige atenção permanente e atuação integrada. Investir na formação dos profissionais é fundamental para garantir que crianças e adolescentes com deficiência intelectual tenham seus direitos respeitados e recebam o acolhimento e a proteção necessários”, completou.

CICLO FORMATIVO
O projeto prevê mais três encontros, sendo os próximos programados para os dias 21 de julho, 4 de agosto e 9 de setembro. Cada etapa contará com a abordagem de dois temas específicos relacionados à proposta do ciclo. Haverá ainda o seminário de encerramento previsto para o dia 22 de setembro.
Com duração média de quatro horas, a formação vai oferecer aos participantes a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre temas relacionados à proteção, ao atendimento e à garantia de direitos das pessoas com deficiência intelectual, além de momentos de trocas de experiências.










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