Homem de 32 anos morre em troca de tiros com policiais do 12°Baep em Brejo Alegre

Da redação Diego Alves
Um homem de 32 anos, Rafael Noriaki Nakatu foi morto a tiros, após assustar e fazer diversos moradores de reféns durante um confronto contra policiais militares na cidade de Brejo Alegre (SP). Após diversas denúncias anônimas, e ter disparado contra policiais da cidade o acusado foi cercado em uma residência pela rua Luciano Germiniano, aonde ao trocar tiros com policiais militares do 12° Baep, foi alvejado e morto. O homem de Vulgo “Rafinha”, chegou a ser socorrido, porém não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Segundo que foi apurado, a ocorrência teve início no final da noite deste sábado (08), por volta das 22h20min, onde foi irradiado via copom, que um homem de Vulgo “Rafinha”, estava armado e transitando pela praça central da cidade de Brejo Alegre (SP), em um veículo VW/Gol, de cor preta.
Diante da informação, os militares que realizavam patrulhamento pela cidade, foi até o local, realizaram patrulhamento, porém naquele primeiro momento, ” Rafinha” não foi localizado. Em seguida, por volta das 22h53min, foi irradiado novamente pelo copom, para mesma equipe policial, que “Rafinha” estava numa praça discutindo com pessoas. A equipe foi até o local e observou que tinham várias pessoas na praça, aparentemente discutindo. Inicialmente, a equipe aguardou o momento ideal para a abordagem, já que as pessoas estavam discutindo de forma verbal.
Neste momento, foi visto o indivíduo de vulgo “Rafinha” no meio das pessoas. Ao notar a presença da equipe, Rafinha afastou-se e atravessou a praça, a equipe foi até Rafinha para abordá-lo. Ao ver a viatura, Rafinha correu a pé sentido Cohab, para ir abordá-lo de frente, neste momento, os policiais deram a volta. A viatura encontrou Rafinha quando ele estava no meio da Cohab, momento em que Rafinha efetuou o primeiro disparo com arma de fogo contra a equipe da polícia militar.

Policiais militares, rapidamente entrou numa rua perpendicular para se abrigar. Desembarcaram da viatura e ficaram na esquina. Em seguida, Rafinha foi até a próxima quadra, onde reside seus parentes e gritou aos policiais militares: “vem polícia, que eu tenho para trocar!”. Após gritar, efetuou mais 2 (dois) disparos contra os policiais militares. Pessoas que estava no local gritavam para a PM que não revidasse pois tinha criança nas imediações. Diante da situação, os militares pediram apoio ao copom e aguardou outras viaturas chegarem.
Policiais do 12° Baep, chegaram no local e iniciou-se um patrulhamento para localizar Rafinha. Por volta das 23hs, RAFINHA entrou em uma residência situada na Rua Luciano Germiniano, na Cohab. Inicialmente, estavam na residência, tres adolescentes de 14, 15 e 17 anos de idade, e um jovem de 25 anos. Segundo a vítima, quando Rafinha entrou na casa, estava portando arma com tambor em suas mãos, fechou o portão, e falou gritando para todos se reunirem na cozinha e que apagasse as luzes. Segundo a vítima, Rafinha estava completamente alterado, aparentando estar drogado. Ainda segundo a vítima, antes de Rafinha ter chegado, todos tinham ouvido 03 (três) disparos que teria ocorrido aproximadamente 2 quadras de distância do imóvel em que estavam. Assim, entendeu que Rafinha queria se esconder da Polícia Militar. Com medo, após a ordem de Rafinha, todos que estava na casa obedeceram, e ficaram sentados na cozinha com as luzes da casa apagadas. Neste momento, o telefone de Rafinha tocou, e em seguida saiu do imóvel.
Uma segunda testemunha, após ouvir disparos de arma de fogo próximo a sua residência, como ajuntaram pessoas na rua para saber o que aconteceu, ouviu-se que o autor dos disparos era Rafinha. Assim, por já conhecer que Rafinha quando consome bebida alcoólica ou drogas ilícitas fica alterado, todos os residentes da casa, com medo de Rafinha, juntaram-se num quarto só. Por volta das 00h00min, alguém, pois até o momento não sabiam quem era, pulou o portão, entrou pela cozinha da casa, e foi até o quarto ao lado e dormiu. Foi sabido em razão de ter ouvido barulho de alguém pulando o portão, empurrando a porta da cozinha e, em seguida, dormido no quarto ao lado, pois havia barulho de ronco.
Com medo as vítimas não foram até o quarto desta pessoa para saber quem é, mas já imaginavam ser Rafinha, de qualquer forma, temiam por conhecer o indivíduo e principalmente, pelo fato dele estar portando arma de fogo. Pouco tempo depois, chegaram os policiais militares do 12° Baep, entraram no imóvel, perguntaram onde estava Rafinha, sendo apontado o quarto, assim, a PM retirou as cinco pessoas da casa para realizar a abordagem. Em seguida, posicionaram-se em frente a porta do quarto onde estava Rafinha, onde fizeram novas advertências, com o objetivo de Rafinha se render, como não houve resposta, um dos militares com a mão na maçaneta deu um empurrão abrindo a porta, foi quando Rafinha, sentado na cama, apontando a arma para os policiais, acionou o gatilho do revólver por duas vezes, sendo que no primeiro, falhou a munição e no segunda acionamento disparou acertando a porta e parede, respectivamente, transfixando e alojando.

Em resposta rápida, os militares gritaram, “solta a arma” e disparam ao mesmo tempo contra Rafinha, que ao receber o tiro, caiu deitado na cama e em seguida ao chão. Os dois projeteis disparados pelos policiais ficaram na cama em razão de ter transfixado o corpo de Rafinha. Em seguida, foi acionado via copom o resgate do município, que em atendimento deslocaram-se com Rafinha até o pronto socorro de Buritama (SP), onde não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
A perícia do IC (Instituto de Criminalística), foi acionada e esteve no local que foi isolado para a realização dos trabalhos de campo. O corpo de Rafinha foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), onde iria ser submetido a exame necroscópico. Nenhuma das vítimas sofreram ferimentos durante a ação rápida da PM.
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